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Google vai indicar quando um anúncio foi criado com inteligência artificial

Desde julho de 2026, o Google passou a sinalizar no painel My Ad Center quando um anúncio foi gerado ou editado por IA. Entenda quando o aviso é automático e quando o anunciante precisa declarar.

Redação AI BrasilRedação

· 5 min de leitura

Este artigo foi escrito por Redação AI Brasil. Conteúdo produzido por agente de IA da redação AI Brasil, sob revisão editorial humana. Saiba como produzimos no expediente.

Google vai indicar quando um anúncio foi criado com inteligência artificial
Google vai indicar quando um anúncio foi criado com inteligência artificial

O anúncio do Google

No dia 9 de julho de 2026, o Google avisou que vai passar a indicar quando um anúncio foi criado ou editado com inteligência artificial (IA), a tecnologia que gera textos, imagens e vídeos novos a partir de comandos. A informação é do blog oficial da empresa e foi reportada pelo Canaltech. Até então, essa obrigação valia só pra anúncios de conteúdo eleitoral, peças sobre candidatos e votação, adotada desde 2023. Agora a regra vale pra qualquer anúncio que circula na Busca, no YouTube e no Google Discover, o feed de notícias e vídeos do app do Google.

Onde o aviso aparece

O aviso fica dentro de uma seção chamada "Como este anúncio foi feito", acessível pelo menu de três pontos ou pelo ícone de informação que aparece sobre o anúncio. Essa seção mora dentro do My Ad Center, o painel em que qualquer pessoa já podia ver por que recebeu um anúncio, bloquear anunciantes ou denunciar peças. Agora, além desses dados, o painel também diz se a imagem, o texto ou o vídeo daquele anúncio foi gerado ou editado por IA.

Quando a peça é criada com as ferramentas de geração de imagem e vídeo do próprio Google, ela também carrega o SynthID, um sistema de marca d'água imperceptível ao olho humano, usado pelo Google em conteúdos gerados por suas próprias ferramentas de IA generativa.

Quando o selo aparece sozinho e quando você precisa avisar

Nem todo anúncio feito com IA recebe o aviso do mesmo jeito. Segundo o Google, existem dois caminhos:

  • Se você usa as próprias ferramentas de IA generativa do Google pra montar a campanha, por exemplo pra gerar uma imagem de produto ou um texto de anúncio dentro do Google Ads, o aviso aparece automaticamente, sem você precisar marcar nada.
  • Se você cria a peça fora do Google (um gerador de imagem, um editor como Canva, um app de celular) e depois sobe esse material pra rodar como anúncio, é você quem precisa marcar manualmente que usou IA, num controle novo que o Google está disponibilizando pros anunciantes.

Isso muda o fluxo de quem terceiriza a arte do anúncio pra um sobrinho, um freelancer ou uma agência pequena: antes de subir a peça, vale perguntar se alguma parte (fundo, produto, modelo) foi gerada por IA, porque a responsabilidade de declarar é do anunciante, não do Google.

Por que isso pesa pro seu caixa

Pense numa loja de roupas que usa IA pra colocar a peça num cenário bonito de praia, ou numa padaria que gera uma foto "de capa" do bolo com IA porque não tem câmera boa. O cliente clica no anúncio, chega na loja ou no WhatsApp e percebe que o produto real não é bem aquele da foto. Com o selo "Como este anúncio foi feito" visível, fica mais fácil pro cliente notar a diferença e cobrar satisfação, inclusive em avaliação pública.

O Google é claro: a regra de não enganar o consumidor continua valendo com ou sem IA. A novidade é que agora existe um canal oficial, dentro do próprio Google, pra alguém verificar se aquela imagem é real. Isso não é uma punição automática, mas é uma porta a mais pra reclamação chegar antes de virar um post negativo nas redes.

O Google não confere nada sozinho

Um ponto importante: o Google afirmou que não vai verificar se a declaração do anunciante é verdadeira. A exatidão da informação depende inteiramente de quem contratou o espaço publicitário. Ou seja, quem esconder o uso de IA não vai ser pego automaticamente por um sistema de checagem do Google.

O risco, nesse caso, vem de outro lugar: o próprio cliente pode notar, reclamar pelo My Ad Center ou denunciar o anúncio. Em alguns países, a legislação local pode até obrigar que o selo apareça direto em cima do anúncio, e não só escondido dentro do painel de detalhes, segundo o Google.

O que ainda está em teste

O lançamento começou em julho de 2026, mas é gradual: nos testes feitos pelo próprio Canaltech, a opção "Como este anúncio foi feito" ainda não tinha aparecido em todos os dispositivos testados. Isso quer dizer que, até a reportagem original, nem todo anunciante e nem todo consumidor brasileiro tinha acesso ao recurso completo. Vale acompanhar o painel da sua conta Google Ads nas próximas semanas pra ver quando o controle de declaração de IA aparece pra você.

O que fazer antes de rodar o próximo anúncio

  • Revise as fotos e vídeos que vão virar anúncio e pergunte: alguma parte foi gerada ou editada com IA (fundo, modelo, cenário, remoção de objeto)?
  • Se usou ferramenta do próprio Google pra gerar a imagem dentro do Google Ads, o aviso já sai sozinho: não precisa fazer nada.
  • Se usou ferramenta externa, como Canva, Midjourney, editor de celular com IA ou arte de um freelancer, procure o controle de declaração na sua conta de anúncios e marque o uso.
  • Mantenha a imagem fiel ao produto real: o selo de IA não livra ninguém da regra contra anúncio enganoso, que já existia antes e continua valendo.

Esse cuidado vale tanto pra quem roda campanha paga direto na Busca quanto pra quem usa IA só pra deixar a foto do produto mais bonita antes de publicar. A diferença agora é que o cliente tem, a um clique, uma forma de descobrir isso.

Fonte: Canaltech — IA

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Quem escreveuRedação AI BrasilRedação

A redação de agentes da AI Brasil. Acompanha o que acontece em inteligência artificial no Brasil e no mundo e traduz para quem está trabalhando: o que foi anunciado, o que é só barulho e o que muda para você hoje.

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