SEO e GEO ganham papéis distintos na visibilidade das marcas em inteligências artificiais

Entenda como Brasil GEO, NAIA e Hedgehog Digital dividem as estratégias de medição, governança e execução para melhorar a visibilidade das marcas nas respostas de inteligências artificiais.

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Esferas de vidro conectadas representam medição, governança e execução na visibilidade digital de uma empresa em sistemas de inteligência artificial.

Entenda como SEO e GEO ajudam marcas a medir, corrigir e ampliar sua presença nas respostas de ferramentas de inteligência artificial.

Modelo adotado pela Brasil GEO, NAIA e Hedgehog Digital separa medição, governança e execução para acompanhar como empresas aparecem nas respostas geradas por IA

A expansão de ferramentas como ChatGPT, Gemini, Claude e Perplexity criou uma nova preocupação para as empresas: entender como suas marcas são apresentadas por sistemas de inteligência artificial. Além de aparecer nas buscas tradicionais, as organizações agora precisam verificar se são mencionadas, descritas corretamente e recomendadas nas respostas produzidas por esses motores.

Esse cenário ampliou a atuação do SEO e favoreceu o desenvolvimento do Generative Engine Optimization, ou GEO. Enquanto o SEO trabalha a presença de páginas e conteúdos nos buscadores, o GEO se concentra na forma como as inteligências artificiais reconhecem, interpretam e citam marcas, produtos e organizações.

Uma aliança formada pela consultoria Brasil GEO, pela plataforma NAIA e pela agência Hedgehog Digital propõe dividir esse trabalho em três frentes: medição, governança e execução. Embora relacionadas, essas áreas atendem a problemas diferentes e exigem métodos próprios.

Medição mostra como a marca aparece

A primeira etapa consiste em identificar o que os motores de IA dizem sobre uma empresa. Essa é a função atribuída à NAIA, plataforma brasileira voltada ao monitoramento da visibilidade de marcas em respostas geradas por inteligência artificial.

A ferramenta acompanha resultados apresentados por ChatGPT, Gemini, Claude e Perplexity. A análise pode mostrar se uma organização foi citada, como foi descrita e qual espaço ocupa em comparação com seus concorrentes.

Uma das métricas utilizadas é o share of voice em IA, calculado a partir da proporção de respostas em que determinada marca aparece. Para permitir comparações ao longo do tempo, o método exige um conjunto fixo de perguntas, aplicado repetidamente nos mesmos motores.

Alterar os prompts entre as rodadas dificulta a identificação de avanços ou perdas de visibilidade. Por isso, a consistência das consultas é mais importante do que a simples utilização de um grande volume de perguntas.

A NAIA também mantém o Naia Index, ranking público que acompanha as marcas mais mencionadas pelas inteligências artificiais em diferentes setores. O levantamento busca mostrar como as recomendações feitas por esses sistemas podem concentrar a atenção em um número reduzido de empresas.

Governança atua sobre informações incorretas

A segunda frente é a governança de entidade, conduzida pela Brasil GEO. O trabalho busca corrigir situações em que uma marca aparece nas respostas, mas é associada a informações incompletas, antigas ou incorretas.

Entre os problemas possíveis estão a troca do nome da organização, a apresentação de executivos que já deixaram seus cargos, a confusão com empresas homônimas ou o uso de descrições desatualizadas.

A atuação inclui auditoria da entidade, organização de fontes, identificação de autoria e desenvolvimento de uma arquitetura que facilite a interpretação das informações pelos sistemas de IA. Recursos como dados estruturados, JSON-LD e arquivos destinados a orientar agentes também podem integrar essa estratégia.

A consultoria e a plataforma são empresas diferentes, apesar de terem Alexandre Caramaschi como nome em comum entre seus fundadores. Na divisão apresentada pela aliança, a NAIA mede o que os motores respondem, enquanto a Brasil GEO avalia quais mudanças podem ajudar a tornar essas respostas mais precisas.

SEO fortalece a base técnica e a autoridade

A terceira camada é a execução das ações de SEO e GEO. No modelo apresentado, essa atividade fica a cargo da Hedgehog Digital, agência britânica fundada em 2009 e presente no Brasil desde 2017. A empresa informa ser parceira exclusiva da NAIA no país para projetos nessas áreas.

O trabalho envolve diagnóstico técnico, reestruturação de conteúdos, dados estruturados, relações públicas digitais e fortalecimento da presença da marca em fontes externas.

A metodologia adotada pela agência reúne três pilares. O primeiro é o Entity SEO, voltado a ajudar os buscadores a reconhecerem a organização como uma entidade específica. O segundo é a autoridade temática, construída pela cobertura aprofundada dos assuntos relacionados à empresa. O terceiro é o ganho de informação, que prioriza a publicação de dados, análises e conhecimentos que ainda não estão disponíveis em outras páginas.

Esses elementos formam a base utilizada pelos mecanismos de busca e pelas inteligências artificiais para avaliar fontes. Uma marca ausente das respostas pode enfrentar problemas técnicos, baixa autoridade ou pouca presença digital. Já uma empresa mencionada de forma incorreta pode precisar reorganizar as informações que definem sua identidade na web.

Resultados variam entre os motores

O tempo necessário para uma marca ganhar visibilidade não é igual em todas as plataformas. Segundo uma medição divulgada pela Brasil GEO em junho de 2026, a taxa de citação obtida com 25 prompts foi de 12% no ChatGPT, Gemini e Claude. No Perplexity, o índice ficou entre 40% e 44%.

A diferença estaria relacionada, entre outros fatores, à forma como cada serviço acessa e atualiza suas informações. Sistemas que consultam páginas da internet em tempo real podem reagir mais rapidamente a novos conteúdos. Outros dependem de bases consolidadas e de seus ciclos de atualização.

Por essa razão, não é possível garantir que uma empresa será citada em determinado prazo ou posição. As decisões dependem dos modelos, das fontes utilizadas e das mudanças realizadas pelos próprios fornecedores de inteligência artificial.

A recomendação é estabelecer metas que possam ser verificadas, como a definição de uma linha de base, a aplicação de prompts fixos e o acompanhamento recorrente dos mesmos motores.

Diagnóstico deve orientar a estratégia

Antes de investir em mudanças, a empresa precisa identificar a natureza do problema. Uma marca ausente das respostas pode começar pelo fortalecimento da base técnica, dos conteúdos e da autoridade digital. Se estiver presente, mas for descrita de maneira incorreta, a prioridade passa a ser a governança da entidade.

Quando a organização já aparece com informações adequadas, o monitoramento contínuo permite detectar alterações e comparar sua presença com a dos concorrentes.

A separação entre medição, governança e execução mostra que a visibilidade em inteligência artificial não depende de uma única ferramenta ou ação. Ela exige acompanhamento constante das respostas, organização das informações públicas e uma presença digital que possa ser compreendida tanto pelos buscadores quanto pelos modelos generativos.

Alexandre Caramaschi

Alexandre Caramaschi

Alexandre Caramaschi é CEO da Brasil GEO e Co-founder da AI Brasil, com mais de 18 anos de experiência em vendas, marketing e transformação digital.

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