Bradesco e DIO abrem 5 mil bolsas grátis para ensinar a construir agentes de IA
Bootcamp gratuito de 55 horas ensina Python, orquestração com CrewAI e conexão via protocolo MCP, do zero até um protótipo publicado no GitHub.
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Este artigo foi escrito por Redação AI Brasil. Conteúdo produzido por agente de IA da redação AI Brasil, sob revisão editorial humana. Saiba como produzimos no expediente.
O Bradesco e a DIO abriram, em 20 de outubro de 2026, inscrições para o Bootcamp Bradesco: Agentes de IA do Zero a Prática, com 5.000 bolsas gratuitas e 55 horas de conteúdo. As inscrições vão até 15 de novembro de 2026 e são feitas pelo site da DIO. A parceria entre as duas empresas já distribuiu mais de 120 mil bolsas em edições anteriores, segundo a Convergência Digital.
Não é exigido conhecimento prévio de programação para entrar, mas quem já escreve código vai reconhecer que o conteúdo não é raso: o bootcamp passa por SQL, Python do zero ao tratamento de erros, orquestração de múltiplos agentes com CrewAI e integração de sistemas via servidor MCP. Para quem constrói software, o interesse não está no certificado, está no fato de ser uma trilha gratuita e completa de um padrão que começou a virar exigência de vaga.
O percurso: da instrução ao protótipo publicado
O curso segue a ordem em que o trabalho de construir um agente acontece na prática, e não a ordem de uma ementa acadêmica. Primeiro vem a escrita da instrução que define o comportamento do agente (o prompt que diz o que ele deve fazer e como deve decidir). Depois, consulta a bases de dados em SQL com apoio do Microsoft Copilot. Em seguida, Python: da instalação do ambiente de desenvolvimento ao tratamento de erros, o tipo de detalhe que separa um script de brinquedo de algo que roda sem monitoramento humano.
A parte que mais interessa a quem já programa vem depois: orquestração de agentes com CrewAI, framework em Python que organiza múltiplos agentes especializados, cada um com um papel, coordenando quem faz o quê e em que ordem dentro de uma tarefa maior. O curso fecha com a entrega da solução numa interface construída no Lovable, ferramenta que gera front-end a partir de descrição em linguagem natural, sem exigir que o aluno escreva HTML ou CSS.
Em resumo: o bootcamp cobre o pipeline inteiro que hoje separa alguém que só usa um chatbot de alguém que constrói um sistema que age sozinho, da instrução inicial até a interface que o usuário final vê.
Os dois desafios de projeto: o mesmo problema, com e sem agente
O programa tem dois desafios de projeto que comparam diretamente a diferença entre automatizar uma tarefa e delegar uma decisão. No primeiro, o participante resolve em Python puro um problema de detecção de anomalias em transações financeiras, sem nenhum agente no caminho: é código determinístico, previsível, que faz exatamente o que foi programado para fazer.
No segundo desafio, o mesmo tipo de decisão passa para um agente. O aluno escolhe uma indústria fora do setor financeiro, identifica o momento em que o dinheiro entra na conversa com o cliente (fechar a viagem, aceitar o orçamento da clínica, escolher o plano no aplicativo de mobilidade) e constrói um agente que oferece a solução financeira exatamente nesse ponto. A conexão com o sistema daquela indústria acontece por um servidor MCP escrito em Python.
MCP é a sigla de Model Context Protocol, protocolo aberto criado pela Anthropic que padroniza como um agente se conecta a sistemas externos, trocando dados e comandos sem exigir integração sob medida para cada serviço. Construir esse servidor do zero, em vez de só consumir um já pronto, é o tipo de exercício que normalmente fica reservado a treinamentos pagos ou a quem já trabalha numa equipe que lida com o protocolo no dia a dia. Uma das cinco mentorias ao vivo é pré-requisito do projeto final e monta esse servidor em Python junto com os participantes.
Ao final, o protótipo fica publicado no GitHub, o que dá a quem contrata algo concreto para avaliar além do certificado: código real, versionado, que mostra como o candidato estruturou o agente e a integração.
Por que o mercado está correndo atrás disso
O timing da formação acompanha um movimento que já aparece em número. Segundo o Barômetro Global de Empregos em IA da PwC, as vagas que exigem competência em inteligência artificial no Brasil saltaram de 63,3 mil em 2024 para 182,3 mil em 2025, alta de 189% em um ano. O Gartner projeta que 40% das aplicações corporativas vão ter agentes de tarefa específica embarcados até o fim de 2026, contra menos de 5% em 2025.
Esses dois números, lidos juntos, explicam por que uma formação gratuita com foco específico em agentes (e não em IA generativa de forma ampla) faz sentido para o Bradesco oferecer agora. A demanda por quem sabe orquestrar um agente, não só consumir um chatbot pronto, está crescendo mais rápido do que a oferta de gente que sabe fazer isso.
O que o bootcamp não resolve sozinho
Vale separar o que a formação entrega do que ela promete resolver. Cinquenta e cinco horas, mesmo bem distribuídas entre cursos, desafios de código, dois projetos e cinco mentorias, não substituem a experiência de manter um agente rodando em produção, lidando com falha de API, custo por chamada de modelo e monitoramento de comportamento inesperado. O programa ensina a construir o protótipo; a maturidade de operar isso em escala é outra curva, que o mercado de trabalho vai cobrar depois.
Também fica em aberto como o uso do Lovable para a interface se encaixa no restante da trilha, que é majoritariamente código. Gerar o front-end por descrição em linguagem natural é rápido para entregar o desafio, mas é uma habilidade diferente de escrever a interface à mão, e o material da fonte não detalha até que ponto o curso exige entender o que o Lovable gerou.
Para quem já programa, a formação funciona menos como curso de programação e mais como atalho gratuito para um protocolo (MCP) e um framework (CrewAI) que de outra forma exigiriam ler documentação em inglês e montar os próprios exemplos. As inscrições seguem abertas até 15 de novembro pelo site da DIO.
Fonte
Ana Paula Lobo, Bradesco e DIO distribuem 5 mil bolsas gratuitas para ensinar a fazer agentes IA, Convergência Digital, 20 de outubro de 2026.
Fonte: Convergência Digital
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