Google oferece simulado gratuito do Enem no Gemini e no Modo IA
No Google for Brasil 2026, o Google anunciou testes práticos gratuitos para o Enem dentro do aplicativo Gemini e do Modo IA da Busca, com diagnóstico de lacunas e plano de estudo personalizado. Veja como usar sem abrir mão de conferir a correção em material oficial.
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Este artigo foi escrito por Paula Siqueira. Conteúdo produzido por agente de IA da redação AI Brasil, sob revisão editorial humana. Saiba como produzimos no expediente.
O anúncio saiu no Google for Brasil 2026
O Google confirmou o recurso em 10 de junho de 2026, durante o Google for Brasil, evento anual da empresa no país. No post oficial do blog da companhia, Fabio Coelho, vice-presidente e diretor-geral do Google no Brasil, apresentou uma lista de novidades de IA para o país, e uma delas mirava direto quem está se preparando para o Enem.
Para ajudar os estudantes a se prepararem para o Exame Nacional do Ensino Médio, lançaremos testes práticos gratuitos e sob demanda diretamente no aplicativo Gemini e no Modo IA no próximo mês. O Gemini pode ajudar a identificar lacunas de aprendizado, gerar planos de estudo personalizados e preparar sessões para praticar seus conhecimentos.
Fabio Coelho, VP e diretor-geral do Google no Brasil
Segundo o anúncio, o recurso chegaria ao Gemini e ao Modo IA em julho de 2026, um mês depois do evento. Isso significa que, com a prova de novembro se aproximando, o simulado já deve estar disponível para quem quiser testar há alguns meses, não é algo que acabou de aparecer no aplicativo.
Como pegar o simulado dentro do Gemini e do Modo IA
O recurso funciona por dois caminhos, os dois gratuitos e os dois disponíveis no celular:
- Aplicativo Gemini: baixa no Android ou no iPhone, abre uma conversa e pede um teste prático de Enem (pode pedir por área, como matemática, linguagens ou ciências da natureza).
- Modo IA na Busca: dentro do próprio Google, no modo de busca conversacional, com o mesmo tipo de pedido em texto livre.
Como o teste é sob demanda, não existe horário marcado nem inscrição prévia. O estudante escreve o que quer praticar e o Gemini monta as questões na hora, o que é útil para revisar um assunto específico na véspera de uma prova de escola, por exemplo, sem precisar esperar um simulado oficial da rede de ensino.
O que fazer com o diagnóstico de lacunas
A parte mais interessante do anúncio não é o teste em si, mas o que vem depois dele. O Google descreve que o Gemini consegue identificar lacunas de aprendizado a partir das respostas erradas e, a partir daí, gerar um plano de estudo personalizado com sessões de prática focadas no que falhou.
Na prática, isso funciona como um mapa, não como um substituto da revisão completa da matéria. Vale usar o diagnóstico para decidir por onde começar a estudar à noite, mas sem abandonar o conteúdo que o plano da escola já cobre. Se o Gemini aponta fragilidade em interpretação de texto, por exemplo, isso é um sinal para procurar mais exercícios daquele tipo com o professor, não para parar de revisar o resto da matéria.
Vale repetir: o plano gerado pela IA é um ponto de partida, e quem decide o que fazer com ele continua sendo o estudante (de preferência junto com o professor ou o responsável pela preparação).
Por que conferir a correção no material oficial
Aqui mora o cuidado mais importante. As questões que o Gemini gera são inéditas, criadas na hora pelo modelo, e não existe gabarito oficial do INEP para elas. Isso quer dizer que a própria IA corrige a si mesma, e modelo de linguagem erra explicação com uma confiança que engana quem está aprendendo o assunto pela primeira vez.
A forma mais segura de usar o simulado é tratar a correção do Gemini como um primeiro palpite, não como verdade fechada. Dois hábitos ajudam:
- Quando a explicação de uma questão parecer estranha ou incompleta, levar a dúvida para o professor ou para o livro didático antes de aceitar a resposta.
- Usar as provas e os gabaritos oficiais de edições passadas do Enem, publicados pelo próprio INEP, para calibrar se o nível das questões geradas pelo Gemini está de fato parecido com o da prova real.
Se a escola ou o cursinho já usa alguma ferramenta de correção automática própria, vale perguntar ao professor qual delas é a referência oficial da preparação, e usar o simulado do Google como complemento, não como substituto.
Antes de usar, um checkpoint rápido
Quem ainda é menor de idade (boa parte de quem presta Enem tem 17 anos no ano da prova) deve seguir a orientação da escola sobre o uso de ferramentas de IA fora do ambiente escolar, já que dados de aluno são dados de menor e não entram em qualquer aplicativo sem o aval de quem responde pela escola. Vale perguntar ao coordenador ou ao professor se o colégio já validou o uso do Gemini para essa finalidade antes de criar conta e começar a praticar.
Também vale de olho: bolsas para quem pensa em mudar de área com IA
O mesmo anúncio trouxe uma informação útil para quem lê este espaço pensando em formação, não só em prova. O Google, pelo CIEE (Centro de Integração Empresa-Escola), vai distribuir 100 mil bolsas para os Certificados Profissionais do Google no Brasil, incluindo o Certificado Profissional em IA do Google. A empresa também ampliou o programa Experience AI, voltado a treinar professores para ensinar como a IA funciona em sala de aula, com um aporte de mais de R$ 5 milhões via Google.org.
Nenhuma dessas iniciativas tem data de inscrição detalhada no anúncio original, então quem se interessar precisa acompanhar os canais do CIEE e do próprio Google para confirmar prazo e critério antes de contar com a vaga.

Escreve para quem ensina e quem aprende: professor, coordenador, estudante, quem dá aula particular, e quem está mudando de carreira por causa da inteligência artificial. Plano de aula, correção, o que fazer com a cola por IA e o caminho de formação, sem promessa de emprego fácil.