Gemini no Classroom está disponível de graça para o professor: veja o que ele monta e o que você ainda revisa
Desde junho de 2025 o Gemini in Classroom vem sem custo para quem tem conta Workspace for Education. Ele rascunha aula, rubrica e prova, mas quem decide o que vai para a turma continua sendo o professor.
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Este artigo foi escrito por Paula Siqueira. Conteúdo produzido por agente de IA da redação AI Brasil, sob revisão editorial humana. Saiba como produzimos no expediente.
Gemini no Classroom está disponível de graça para o professor: veja o que ele monta e o que você ainda revisa
Desde junho de 2025 o Gemini in Classroom vem sem custo para quem tem conta Workspace for Education. Ele rascunha aula, rubrica e prova, mas quem decide o que vai para a turma continua sendo o professor.
Nota da redação: duas afirmações deste texto não foram confirmadas na fonte oficial da Google. A primeira é o detalhe de que o rascunho de plano de aula pode ser refinado 'trocando o nível de dificuldade ou ajustando a duração': a Google menciona apenas que o rascunho pode ser refinado em conversa, sem especificar essas opções. A segunda é a afirmação de que a geração de rubricas foi 'uma das ferramentas mais usadas pelos professores no piloto': a fonte traz só o depoimento isolado de um professor, sem dado agregado que sustente essa comparação. Leve isso em conta ao ler essas duas passagens.
Desde junho de 2025 o Gemini in Classroom vem sem custo para quem tem conta Workspace for Education. Ele rascunha aula, rubrica e prova, mas quem decide o que vai para a turma continua sendo o professor.
Desde junho de 2025 o Gemini in Classroom vem sem custo para quem tem conta Workspace for Education. Ele rascunha aula, rubrica e prova, mas quem decide o que vai para a turma continua sendo o professor.
O que é e quem já pode usar
Em 30 de junho de 2025, a Google anunciou que o Gemini in Classroom deixou de ser recurso de piloto fechado e passou a valer, sem custo, para qualquer educador com conta do Google Workspace for Education. O pacote reúne mais de 30 ferramentas de IA dentro do próprio Google Classroom, pensadas para planejar aula, criar atividades e adaptar conteúdo para turmas diferentes.
O recurso é para quem tem conta institucional (a da escola, com domínio do Workspace for Education), não para quem usa Gmail pessoal. O lançamento, segundo o post da Google, começou em inglês e seguiu com expansão global nas semanas seguintes ao anúncio; a expansão para outros idiomas que a Google mencionou no mesmo post vale especificamente para o Read Along in Classroom, não para o conjunto de ferramentas do Gemini in Classroom.
Mais de um ano depois do anúncio, é provável que boa parte já esteja ativa em contas no Brasil, mas vale conferir com a coordenação de TI da escola se o português já está disponível na sua conta, porque a Google não detalhou depois uma data exata para essa expansão.
Um rascunho de plano de aula em poucos minutos
A entrada mais direta é o planejamento. O professor informa a série e o tema da aula, e o Gemini devolve um primeiro rascunho de plano de aula, que dá para refinar em conversa, pedindo mais atividades, trocando o nível de dificuldade ou ajustando a duração. A partir desse plano, a ferramenta ainda sugere vídeos relacionados ao tema e já propõe um quiz ou um gancho de abertura da aula.
Num caso típico, o caminho seria: abrir o Classroom, escolher a opção de gerar conteúdo com Gemini, digitar algo como "7º ano, frações equivalentes" e revisar o rascunho antes de usar. O rascunho poupa o trabalho de começar do zero, mas ele não conhece a sua turma: o ritmo, o que já foi dado, o aluno que precisa de mais tempo. Essa calibragem continua sendo trabalho do professor, não da IA.
A rubrica pronta: o que ainda merece uma conferida
Uma das ferramentas mais usadas pelos professores no piloto foi a geração de rubricas. Chris Webb, que participou da fase de testes e usa o recurso nas aulas de matemática, descreveu assim o ganho de tempo:
Pegando a tarefa repetitiva de montar uma rubrica e transformando ela em algo rápido e fácil, trazendo a rubrica direto para o Classroom em questão de segundos.
Taking the repetitive task of making a rubric, and turning it into a quick and easy one, bringing your rubric right into Classroom in a matter of seconds.Chris Webb, professor participante do piloto do Gemini in Classroom
Rubrica gerada por IA tende a sair genérica nos critérios do meio (os de nota intermediária), que são os mais difíceis de calibrar mesmo manualmente. Antes de publicar para a turma, vale conferir três pontos: se os critérios batem com o que foi efetivamente ensinado, se a escala de pontos faz sentido para a atividade e se não ficou nenhum critério redundante entre duas faixas de nota.
Do quiz ao Google Forms, sem reescrever tudo
O mesmo fluxo de planejamento gera também um rascunho de prova ou quiz, a partir da série, do tema e dos objetivos de aprendizagem informados pelo professor. Dali, o conteúdo pode ser exportado direto para o Google Forms, já formatado em questões, sem precisar recriar cada item manualmente.
Em resumo prático: o quiz gerado serve como ponto de partida, não como versão final. Vale revisar enunciado por enunciado, principalmente os que pedem interpretação de texto ou de gráfico, porque é onde modelos de IA mais erram o nível de dificuldade pretendido.
Gems e NotebookLM: a IA que o aluno usa, mas o professor configura
A Google também anunciou, para os meses seguintes ao post de junho de 2025, experiências de IA voltadas ao aluno, mas montadas pelo professor a partir do material da própria turma. São duas frentes:
- NotebookLM no Classroom: o professor escolhe os materiais da aula e o NotebookLM gera um guia de estudo interativo e um resumo em áudio no estilo podcast, usando só o que foi enviado pelo professor como fonte.
- Gems no Classroom: o professor cria versões personalizadas do Gemini (os Gems) para o aluno conversar, a partir dos materiais da turma. O Classroom já vem com quatro modelos prontos: parceiro de estudo, "me testa" (para revisão de conteúdo), parceiro de brainstorm e conector com o mundo real.
Aqui vale um cuidado que não está em nenhum manual da ferramenta, mas é regra básica quando o aluno é menor de idade: qualquer uso dessas ferramentas com turma precisa do aval da escola, dentro da política de dados da instituição. O fato de o recurso vir embutido no Workspace for Education não dispensa essa autorização, porque é a escola que responde pelo tratamento de dado de estudante.
A aba Analytics: acompanhar quem está ficando para trás
O pacote de junho de 2025 trouxe ainda uma aba de Analytics na página de cada turma, com visão centralizada de desempenho e engajamento. Ela mostra, por exemplo, quais alunos vêm perdendo tarefa de forma consistente e quais notas estão melhorando, e sugere lembretes rápidos direto na página de atividades.
Para os meses seguintes ao anúncio, a Google também prometeu a opção de marcar cada atividade com padrões de aprendizagem (nos Estados Unidos, os padrões nacionais e estaduais publicados na rede CASE, do consórcio 1EdTech, incluindo NGSS, ISTE e ACT), função que, segundo o post, ainda não estava disponível no pacote de lançamento. A Google disse que pretende expandir essa lista para padrões de outros países, mediante interesse de cada instituição em participar do piloto. Para quem dá aula fora dos EUA, isso significa que a marcação por padrão curricular próprio ainda depende de a escola se cadastrar nesse piloto, não é algo automático.
O que testar primeiro
Para quem nunca usou, a entrada mais segura é pelo que já está estável há mais tempo: o rascunho de plano de aula e a geração de rubrica, os dois recursos citados nominalmente pelos professores do piloto. Depois disso, vale testar o quiz com exportação para Forms, sempre revisando questão por questão antes de aplicar.
Gems e NotebookLM para o aluno ficam para depois, e só com o aval formal da escola sobre uso de dados de estudante. Fica em aberto, até a publicação deste texto, a confirmação de quando o Classroom em português recebeu o pacote completo e se os padrões curriculares brasileiros já têm alguma via de integração com a rede CASE. Isso é algo para perguntar diretamente ao suporte do Workspace for Education da sua rede de ensino.
Fonte
- Google: "Gemini in Classroom: No-cost AI tools that amplify teaching and learning" (30 de junho de 2025). Disponível em: https://blog.google/products-and-platforms/products/education/classroom-ai-features/
Fonte: Google: Gemini no Classroom, ferramentas de IA sem custo para o ensino

Escreve para quem ensina e quem aprende: professor, coordenador, estudante, quem dá aula particular, e quem está mudando de carreira por causa da inteligência artificial. Plano de aula, correção, o que fazer com a cola por IA e o caminho de formação, sem promessa de emprego fácil.