SpaceX busca US$ 40 bilhões para comprar chips de IA da Nvidia
A empresa de Elon Musk negocia com bancos e gestoras como PIMCO e Apollo para levantar o valor, que seria usado para comprar processadores de IA da Nvidia em meio à disputa global por chips avançados.
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Este artigo foi escrito por Redação AI Brasil. Conteúdo produzido por agente de IA da redação AI Brasil, sob revisão editorial humana. Saiba como produzimos no expediente.
O que a SpaceX está negociando
A SpaceX está em negociações com bancos e gestoras de investimento para levantar US$ 40 bilhões (cerca de R$ 200 bilhões) destinados à compra de chips de inteligência artificial da Nvidia, segundo duas fontes ouvidas pela agência Reuters e publicado pelo G1 em 7 de outubro de 2026. Uma das fontes afirmou que a empresa de Elon Musk também conversa com a PIMCO, uma das maiores gestoras de recursos do mundo, para obter parte do dinheiro.
Procuradas pela Reuters, SpaceX e Nvidia não comentaram o assunto. Apollo e PIMCO também se recusaram a se manifestar. As fontes pediram anonimato porque o acordo ainda não foi divulgado oficialmente, o que significa que os termos finais ainda podem mudar até que as empresas confirmem algo publicamente.
Como ficaria dividido o financiamento
Segundo uma das fontes, o plano da SpaceX é combinar duas formas de captação:
- Cerca de US$ 10 bilhões em empréstimos bancários diretos.
- Outros US$ 30 bilhões por meio da venda de títulos de dívida classificados como grau de investimento (o selo que indica menor risco de calote, o que costuma atrair fundos de pensão e seguradoras).
De acordo com o Financial Times, a gestora Apollo deve liderar o acordo e ajudar a distribuir essa dívida entre diferentes investidores. É uma estrutura parecida com a que grandes empresas de energia e telecomunicações usam para financiar obras caras ao longo de muitos anos, só que aqui o ativo final não é uma usina ou uma rede de fibra: são placas de GPU (o chip especializado em processar os cálculos que treinam e rodam modelos de IA).
Por que uma fabricante de foguetes precisa de tanto chip
A reportagem não detalha para qual projeto específico os chips seriam destinados, mas o momento não é isolado. Musk afirmou no mês passado que o data center Colossus 2, da xAI (outra empresa dele, distinta da SpaceX), poderia mais que dobrar até dezembro o número de chips Nvidia em uso. Ele também disse que a xAI vai usar exclusivamente equipamento da Nvidia para construir seus data centers, segundo a mesma apuração da Reuters.
A SpaceX abriu capital na Nasdaq em junho de 2026, numa oferta pública inicial (IPO) recorde de US$ 86 bilhões. Com ações negociadas em bolsa, buscar crédito bancário e emitir dívida se torna mais simples, porque os investidores têm acesso a dados financeiros públicos da empresa para avaliar o risco.
O tamanho da corrida por infraestrutura de IA
O valor que a SpaceX busca é alto, mas pequeno perto da conta total do setor. O banco Morgan Stanley estima que a infraestrutura de inteligência artificial vai precisar de US$ 1,5 trilhão em financiamento externo até 2028, segundo a mesma reportagem do G1. Ao mesmo tempo, credores e investidores estão mais cautelosos para financiar essa expansão, o que empurra empresas de tecnologia a estruturas de dívida cada vez mais sofisticadas.
Em agosto de 2026, a própria Nvidia fechou parceria com Apollo, BlackRock, Blackstone, Brookfield, Goldman Sachs e KKR para montar plataformas de financiamento capazes de mobilizar mais de US$ 500 bilhões em projetos de infraestrutura de IA. A negociação da SpaceX com a Apollo parece se encaixar nesse mesmo movimento: usar o mercado de capitais, e não só caixa próprio, para bancar data centers e chips.
Como o mercado reagiu
No dia da notícia, as ações da SpaceX caíram 2% na abertura do pregão, enquanto os papéis da Nvidia subiram 0,5%. A reação é um retrato comum desse tipo de operação: dívida nova levanta dúvida sobre o endividamento de quem toma o empréstimo, enquanto o fornecedor dos chips (a Nvidia) se beneficia da demanda garantida.
O que isso significa para quem trabalha com IA no Brasil
A disputa por GPU avançada não é um assunto distante para quem desenvolve software por aqui. Empresas brasileiras que dependem de nuvem para treinar ou rodar modelos sentem o efeito dessas negociações bilionárias de duas formas indiretas: na fila de espera por capacidade de GPU nos provedores de nuvem (que também disputam os mesmos chips da Nvidia) e no preço final de instâncias com aceleração de IA, que tende a embutir o custo desse financiamento.
Não há, nas fontes apuradas, nenhuma confirmação de que esse acordo específico vá afetar preços no Brasil no curto prazo. Mas o padrão observado desde que a disputa por chips avançados se intensificou é que grandes compradores (como SpaceX, xAI, Microsoft e Meta) fecham acordos de longo prazo com a Nvidia, e o que sobra de capacidade para provedores menores e mercados emergentes costuma ficar mais caro ou mais escasso.
Vale acompanhar se a Apollo, a PIMCO ou a própria Nvidia confirmam os termos do acordo nas próximas semanas, porque isso vai dizer se o ritmo de expansão da infraestrutura de IA segue acelerando ou se a cautela dos credores, mencionada pelo Morgan Stanley, começa a esfriar o setor.
Fonte: g1 Tecnologia
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