Como impedir que o Gemini use suas conversas para treinar IA
O Google usa textos, fotos e áudios enviados ao Gemini para melhorar o chatbot, e parte desse material pode passar por revisão humana. Há como desligar isso nas configurações do app.
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Este artigo foi escrito por Redação AI Brasil. Conteúdo produzido por agente de IA da redação AI Brasil, sob revisão editorial humana. Saiba como produzimos no expediente.
O que é o Gemini e por que isso te interessa
O Gemini é o assistente de inteligência artificial do Google, disponível como app no celular e dentro de serviços como Gmail e Google Fotos. Você digita uma pergunta, pede para ele escrever um texto ou manda uma foto para analisar, e ele responde na hora, como um chat de WhatsApp.
O problema é que, para ficar melhor com o tempo, esse tipo de IA aprende com o que as pessoas mandam para ela. Segundo reportagem do Canaltech publicada em 12 de julho de 2026, o Gemini usa conversas, arquivos e outras informações enviadas pelo usuário para ajustar seus modelos, e isso pode incluir dados pessoais.
O que o Google pode guardar das suas conversas
De acordo com a mesma reportagem, baseada nas políticas do Google, o tipo de dado que pode entrar no treinamento da IA inclui:
- Conversas com o chatbot: o que você digita ou fala, e o que o Gemini responde;
- Arquivos enviados: fotos, vídeos, documentos e capturas de tela que você compartilha no chat;
- Interações com o Gemini Live: gravações de áudio, vídeo e tela quando você usa o modo de conversa em tempo real;
- Feedback: avaliações que você dá sobre as respostas da IA;
- Dados de contexto: localização aproximada e configurações do seu aparelho;
- Preferências salvas: informações guardadas na memória do Gemini e em assistentes personalizados (os chamados Gems).
Algumas dessas conversas passam por revisão humana, para checar qualidade e segurança das respostas. Antes disso, segundo o Google, os dados são desvinculados da sua conta, ou seja, quem revisa não vê seu nome ou e-mail junto com o texto.
Passo a passo para desligar o treinamento com suas conversas
A forma mais direta de parar esse uso é desativar o registro de atividade do Gemini. O caminho é:
- Abra o aplicativo do Gemini no celular;
- Toque no ícone de dois pontos ou na sua foto de perfil;
- Entre em "Atividade nos Apps do Gemini";
- Desative a opção "Manter atividade".
Com isso desligado, as conversas novas deixam de ser salvas no seu histórico e não entram no treinamento da IA. O Google ainda guarda alguns dados por até 72 horas, só para processar a resposta e checar problemas de segurança, e depois descarta.
Há uma exceção importante: se você envia um feedback sobre uma resposta do Gemini (aquele joinha ou comentário), o Google pode coletar esse comentário junto com as últimas 24 horas da conversa, incluindo arquivos enviados nesse período. Esse material pode ser revisado por pessoas e usado para melhorar a IA, mesmo com o histórico desligado.
O chat que se apaga sozinho
Para uma conversa pontual, sem precisar mexer nas configurações toda vez, o Gemini tem o modo Conversa Momentânea. É parecido com a aba anônima de um navegador: o chat não aparece no seu histórico depois e não é usado para treinar a IA com ajuda de revisão humana.
Esse modo é útil quando você quer tirar uma dúvida rápida que envolve algo mais pessoal, como um sintoma de saúde ou uma situação de trabalho, sem deixar registro permanente daquela pergunta.
Desligar não apaga o que você já mandou antes
Em resumo: desativar o histórico vale só para conversas futuras. Tudo que você já enviou ao Gemini antes de mudar a configuração continua guardado, e para remover é preciso apagar manualmente essas conversas no histórico de atividade.
Por isso o próprio Google recomenda nunca digitar informações confidenciais no chat, mesmo com essas proteções ativadas. Vale para dado de documento, senha, informação médica ou qualquer coisa que você não gostaria que uma pessoa desconhecida revisasse.
Gemini também enxerga seu Gmail, Fotos e Drive
Além das conversas, o Gemini pode puxar informação de outros serviços do Google para responder de forma mais contextualizada, usando um recurso chamado Inteligência Personalizada. Isso inclui dados do Gmail, Google Drive, Google Fotos, Maps e YouTube.
Para cortar esse acesso:
- Abra o Gemini;
- Entre em "Inteligência Personalizada";
- Acesse "Apps Conectados";
- Desative os serviços que você não quer vincular ao chatbot.
Dá também para desligar a Memória do Gemini, função que guarda detalhes de conversas antigas para personalizar respostas futuras. Com ela desativada, o Gemini para de consultar seus chats passados. Mas atenção: essas mudanças bloqueiam acessos novos, elas não apagam o que já foi lido dos seus apps antes.
Antes de mandar qualquer coisa para uma IA
Se você está começando a usar o Gemini ou qualquer outro chatbot de inteligência artificial, vale criar o hábito de parar e pensar antes de colar ou fotografar algo na conversa. Alguns exemplos do que evitar:
- Foto de documento com CPF, RG ou cartão;
- Dados de clientes, contratos ou planilhas do seu trabalho;
- Receitas médicas ou resultados de exames;
- Senhas, códigos de verificação ou dados bancários.
Desconfie também de qualquer mensagem, e-mail ou link que diga ser "configuração obrigatória do Gemini" e peça para você clicar fora do próprio app ou site oficial do Google: esse é o tipo de brecha que golpes costumam explorar. A regra prática é simples: trate o chat de IA como uma conversa que outra pessoa pode ler um dia, porque, em algum grau, pode mesmo ler.
Fonte: Canaltech
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