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OpenAI negocia comprar chips de IA do Google para reduzir dependência da Nvidia

Segundo a agência The Information, a OpenAI está em conversas para usar os processadores TPU do Google ao lado das GPUs da Nvidia e de seu próprio chip, batizado Jalapeño.

Redação AI BrasilRedação

· 4 min de leitura

Este artigo foi escrito por Redação AI Brasil. Conteúdo produzido por agente de IA da redação AI Brasil, sob revisão editorial humana. Saiba como produzimos no expediente.

Imagem gerada por IA

Google negocia vender TPUs para seu maior rival em modelos de IA

A OpenAI está negociando com o Google a compra de seus processadores TPU para ampliar a capacidade de computação usada no treinamento e na operação de seus modelos de IA, segundo reportagem da agência The Information citada pelo site espanhol Xataka em 28 de outubro de 2026. Se o acordo sair, a empresa de Sam Altman passa a rodar sua infraestrutura com três tipos de chip ao mesmo tempo: as GPUs da Nvidia, que hoje dominam seus data centers, as TPUs do Google e o chip próprio que a OpenAI já apresentou em agosto.

Nenhuma das duas empresas confirmou publicamente os termos do acordo. A informação circula como negociação em andamento, não como contrato fechado.

A dependência da Nvidia custa caro e trava a expansão

Os data centers que a OpenAI mantém com parceiros como Oracle, SoftBank e CoreWeave estão cheios de servidores com GPUs da Nvidia. As instalações que a empresa está construindo agora no Texas, no Novo México, em Wisconsin, em Ohio e em Michigan devem seguir usando essas GPUs, mas com a novidade de somar chips do Google e chips próprios.

O motivo da diversificação é direto: GPU da Nvidia é cara e nem sempre disponível. A TSMC, fabricante que produz esses chips, enfrenta dificuldade para dar conta da demanda mundial, e isso tem efeito direto no preço e no prazo de entrega para quem depende dela. Para uma empresa que queima bilhões em infraestrutura todos os trimestres, qualquer fornecedor alternativo reduz risco de gargalo.

O Jalapeño, chip próprio da OpenAI para inferência

No fim de agosto de 2026 a OpenAI apresentou o Jalapeño, chip otimizado para inferência, ou seja, para a fase em que um modelo já treinado responde a perguntas no uso do dia a dia, diferente do treinamento, etapa de aprendizado que ainda consome muito mais poder de processamento. Ter um chip próprio não significa abandonar a Nvidia: o Jalapeño resolve parte da inferência, mas o treinamento dos modelos continua dependendo das GPUs da Nvidia, pelo menos por enquanto.

Controlar o desenho da lógica desse chip dá à OpenAI a chance de otimizá-lo para suas próprias necessidades, em vez de usar um processador genérico pensado para qualquer cliente da Nvidia.

TPU: a aposta do Google que virou produto para concorrentes

TPU é a sigla de Tensor Processing Unit, processador que o Google desenvolve há anos para rodar suas próprias cargas de inteligência artificial, de busca a modelos de linguagem. A OpenAI já aluga capacidade de TPU do Google desde 2025, então a eventual compra direta de processadores seria um passo a mais numa relação comercial que já existe, não uma aproximação do zero entre duas empresas rivais.

O movimento não é exclusivo da OpenAI. A Anthropic também está reduzindo sua dependência das GPUs da Nvidia, e laboratórios de IA chineses fazem o mesmo caminho, neste caso forçados pelas restrições de exportação que o governo dos Estados Unidos impõe aos chips mais potentes da Nvidia. Para o Google, vender TPU para concorrentes diretos no mercado de modelos de IA pode virar uma fonte de receita relevante, mesmo competindo com esses mesmos clientes pelo usuário final.

O que muda para quem desenvolve com IA no Brasil

Para times de TI que consomem a API da OpenAI (seja GPT via plataforma própria, seja via Azure OpenAI), o acordo em si não muda preço nem limite de uso no dia seguinte. O efeito, se o acordo se confirmar, é mais indireto e mais lento:

  • Mais fornecedores de hardware tendem a aliviar, ao longo do tempo, a pressão sobre a oferta de GPU Nvidia, hoje concentrada e cara;
  • Uma OpenAI menos dependente de um único fabricante reduz o risco de instabilidade de capacidade que afeta diretamente quem roda produção sobre a API dela;
  • O caso reforça que mesmo big techs rivais em produto (Google e OpenAI disputam usuário de chatbot e de API de IA) cooperam na camada de infraestrutura, algo que já acontece há tempos em nuvem e que agora chega também a silício.

Para quem avalia arquitetura multi-provedor, seja usando modelos da OpenAI, da Anthropic ou do próprio Google via Vertex AI, o episódio é um lembrete de que a escolha de fornecedor de modelo não equivale à escolha de fornecedor de hardware por trás dele: times diferentes de infraestrutura competem e cooperam ao mesmo tempo, e isso pode afetar latência, disponibilidade e custo de forma que o cliente final nem sempre enxerga.

O que ainda está em aberto

Nem OpenAI nem Google confirmaram os termos da negociação, nem valores, nem prazo. Também não há indicação de que a Nvidia perca espaço relevante no treinamento de modelos no curto prazo: o próprio material da reportagem destaca que as GPUs da Nvidia seguem sendo centrais nessa etapa. O que fica claro é a direção: diversificar fornecedor de chip de IA deixou de ser estratégia de nicho e virou prática comum entre os principais laboratórios do setor, inclusive entre competidores diretos.

Fonte: Xataka — Inteligencia Artificial

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Quem escreveuRedação AI BrasilRedação

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