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Google lança Gemini 4 Carbon duas semanas após Argon, com ganhos em código e segurança

O novo modelo do Google DeepMind lidera rankings de inteligência, código e segurança ofensiva, mas por enquanto só especialistas em cibersegurança têm acesso.

Redação AI BrasilRedação

· 6 min de leitura

Este artigo foi escrito por Redação AI Brasil. Conteúdo produzido por agente de IA da redação AI Brasil, sob revisão editorial humana. Saiba como produzimos no expediente.

Imagem gerada por IA

O Google DeepMind lançou nesta quarta-feira (28/10) o Gemini 4 Carbon, seu novo modelo de fronteira, apenas duas semanas depois de ter lançado o Gemini 4 Argon. Segundo reportagem do The Decoder, Carbon assume o topo do Artificial Analysis Intelligence Index v5 com 59 pontos, contra 50 do Argon.

A empresa diz ter desenhado o modelo para sessões de trabalho autônomas que duram vários dias seguidos, voltadas a problemas de engenharia de longo prazo. Em testes internos, equipes do Google deixaram o modelo rodando por dias e ele teria contornado becos sem saída sozinho, lidando com tarefas de várias etapas como análise de causa raiz e correção de bugs sutis em bases de código grandes e software de baixo nível, segundo o Google.

Onde Carbon abre vantagem sobre Argon e os concorrentes

No conjunto de 16 testes escolhidos pelo próprio Google, Carbon fica em primeiro lugar em 15 deles, com folga maior em tarefas de contexto longo e segurança. A Artificial Analysis, avaliadora independente, confirma a liderança no Intelligence Index v5 na configuração de raciocínio mais alta ("high"), com primeiro lugar em quatro das nove avaliações individuais do índice.

BenchmarkArgonCarbonSituação
Intelligence Index v5 (Artificial Analysis)5059Carbon lidera o índice geral
Coding Agent Index (Artificial Analysis)5059ainda atrás de Claude Opus 5.5 (62)
Agentic coding no Antigravity5359atrás de Claude Opus 5.5 (62)
Code Arena, categoria WebDev11º lugar1.768 pontos (4º lugar)89 pontos à frente de Argon

No WebDev Arena, outro ranking de qualidade de interfaces geradas por IA, Carbon subiu 89 pontos Elo (a métrica de pontuação usada para comparar modelos em disputas diretas) e chegou à quarta posição, com 1.769 pontos, apenas dois atrás do líder Claude Sonnet 5.5 (xHigh, 1.770).

Em tarefas de conhecimento agentico medidas pelo AA-Briefcase, Carbon (high) ganhou 126 pontos Elo sobre o Argon (high), saindo de 1.483 para 1.609, puxado por qualidade de apresentação (+293 Elo, chegando a 1.598) e qualidade analítica (+120 Elo, chegando a 1.671). Ainda assim, fica atrás de Kimi K3.1 Pro (1.678), Muse Wonder (max, 1.659) e Grok 4.7 (xhigh, 1.638).

O ganho mais forte é em segurança ofensiva e defensiva

Para vários testes de segurança, o Google rodou o modelo sem as barreiras de segurança padrão (guardrails), o que mede a capacidade bruta do modelo nessas tarefas.

Benchmark de segurançaResultado do Carbon
SEC-bench Pro (descoberta autônoma de vulnerabilidades)88,2%, o maior entre os modelos testados
ExploitGym (transformar vulnerabilidade em exploit funcional)54,8%, em execuções de até dez horas
CWE-bench (escrever correções de vulnerabilidades)71,0%, com ampla vantagem sobre os rivais

No teste de injeção indireta de prompt (quando um texto malicioso escondido num documento ou página tenta manipular o modelo) da Gray Swan, a taxa de sucesso dos ataques caiu de 0,7% com Argon para 0,0% com Carbon, segundo o Google. Isso não significa que o problema de injeção de prompt esteja resolvido: indica apenas que esse teste específico está saturado, ou seja, já não distingue bem os modelos mais avançados.

O Google também cita números internos que não podem ser verificados de forma independente: Carbon produziria código seguro mais do dobro das vezes que Argon, e em testes da equipe do Chrome teria superado em mais de dez vezes o desempenho de um modelo de fronteira concorrente não identificado na escrita de patches de segurança.

Acurácia sobe, mas a taxa de alucinação também sobe

No AA-Briefcase, a acurácia das respostas do Carbon subiu de 48% para 58% em relação ao Argon. A taxa de alucinação (quando o modelo apresenta informação incorreta como se fosse verdadeira), porém, subiu de 4% para 11%. Ainda assim, esse número é o segundo mais baixo do ranking: Claude Opus 5.5 (max) e GPT-6 Astra (max) ficam em 50% cada.

No Vals Index v2.2, avaliação independente da Vals AI, Carbon fica em segundo lugar com 70,36% de acurácia, atrás de Claude Sonnet 5.5 (70,85%) e à frente de Claude Opus 5.5 (70,18%) e do próprio Argon, em quarto (69,24%), todos a um custo menor por teste.

Carbon também lidera o índice financeiro e o benchmark de pesquisa jurídica da Vals.ai, com cerca de 45% mais fontes citadas, mais chamadas a ferramentas externas e respostas mais longas do que o Argon. O custo dessa profundidade aparece no tempo de execução: tarefas do benchmark de finanças e impostos levam mais do dobro do tempo gasto pelo Argon, e a pesquisa jurídica consome em média mais de 50 minutos por tarefa.

O modelo gera 2,3 vezes mais tokens de raciocínio e 64% mais tokens de saída que o Argon, ainda que isso fique abaixo de metade do volume de tokens de saída do Claude Sonnet 5.5 e do Claude Opus 5.5.

Preço igual ao do Argon, mas acesso restrito por enquanto

O Gemini 4 Carbon chega com o mesmo preço promocional de lançamento do Argon:

ItemPreço promocional (até o fim de 2026)Preço de tabela
Tokens de entrada$2 por milhão$4 por milhão
Tokens de saída$10 por milhão$20 por milhão
Tokens de entrada em cachedesconto de 95% sobre o preço de entrada$0,20 por milhão

No Artificial Analysis Intelligence Index, o custo médio por tarefa do Carbon fica em $7,76, cerca de 23% menor que o do Claude Opus 5.5 (max, $10,04) e cerca de 1,2 vez maior que o do GPT-6 Astra (max, $6,25), praticamente no mesmo patamar do Argon ($7,68). O modelo usa em média 123 mil tokens de saída por tarefa, 29% a menos que os 173 mil do Claude Opus 5.5.

Apesar da disponibilidade ampla de preço, o acesso ao modelo em si é limitado. Por causa das capacidades avançadas de cibersegurança, o Carbon está passando pelo processo voluntário de pré-testagem do governo dos Estados Unidos e, por enquanto, só especialistas em segurança selecionados têm acesso, a partir desta semana, pelo programa Fairwind do Google DeepMind. A empresa diz que vai expandir o acesso a mais parceiros de confiança e, depois de coletar feedback e ajustar as barreiras de segurança, abrir o modelo a desenvolvedores, empresas e consumidores pelas interfaces de produto.

O que muda para quem escolhe modelo

Para times de desenvolvimento, o dado mais prático é o ritmo: duas semanas separam Argon de Carbon, e a liderança nos rankings trocou de mãos nesse intervalo. Pipelines de avaliação que comparam modelos por nome de versão, e não por benchmark atualizado, vão ficar desatualizados rápido.

Quem usa agentes para tarefas de segurança (varredura de vulnerabilidades, geração de patches, análise de código em larga escala) tem no SEC-bench Pro e no CWE-bench um sinal concreto de que Carbon vale testar assim que o acesso abrir, já que a vantagem sobre Argon e GPT-6 Astra aparece em mais de um benchmark independente.

Já para quem tem SLA de latência apertado, os números da Vals AI merecem atenção antes de migrar: tarefas de finanças e pesquisa jurídica ficam mais lentas que no Argon, e o aumento de 4% para 11% na taxa de alucinação é um retrocesso que precisa entrar na conta ao lado do ganho de acurácia. Por ora, de qualquer forma, a decisão é teórica: o acesso ao Carbon está restrito a especialistas em segurança selecionados pelo Google, e a maioria dos times só vai poder rodar o próprio benchmark quando a liberação chegar aos produtos e às APIs públicas.

Fonte: The Decoder

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Quem escreveuRedação AI BrasilRedação

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