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Inédito: os números da evolução da IA nas escolas

A inteligência artificial saiu do laboratório e entrou na sala de aula em escala global. Países como Coreia do Sul, China, Austrália e Estados Unidos já avançam para modelos em que a IA deixa de apoiar atividades pontuais e opera partes inteiras do processo de ensino. O apontamento está no relatório O Futuro da IA nas […]

Redação AI Brasil

· 3 min de leitura

Imagem: Redação AI Brasil

A inteligência artificial saiu do laboratório e entrou na sala de aula em escala global. Países como Coreia do Sul, China, Austrália e Estados Unidos já avançam para modelos em que a IA deixa de apoiar atividades pontuais e opera partes inteiras do processo de ensino. O apontamento está no relatório O Futuro da IA nas Escolas, feito pela Teachy, maior plataforma de inteligência artificial para professores do mundo. O levantamento foi feito com dados coletados em mais de 2.000 escolas brasileiras e comparações internacionais de políticas educacionais, 

Na Coreia do Sul, o Ministério da Educação deu o primeiro passo para institucionalizar a personalização com os AI Digital Textbooks, livros didáticos inteligentes que se adaptam ao desempenho de cada aluno. Nos Estados Unidos, escolas-modelo como a Alpha School definem um papel diferente para o docente: parte do conteúdo é conduzida por plataformas adaptativas, enquanto o professor atua como mentor e tutor socioemocional. Austrália e China foram além e criaram diretrizes nacionais para orientar o uso responsável da IA, do currículo à formação de professores.

O Brasil começa a acompanhar esse movimento. Segundo o relatório da Teachy, a IA opera diretamente o fluxo de trabalho dos professores em diferentes redes escolares. Hoje, sistemas automatizados corrigem milhões de questões discursivas por mês e auxiliam na avaliação de redações no programa Redação SP, iniciativa da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo que atende mais de 570 mil alunos do 5° ano ao 3° do Ensino Médio em todas as regiões paulistas. O volume corrigido supera o que equipes humanas conseguiam processar anteriormente, reduzindo gargalos históricos e devolvendo resultados no ritmo da aprendizagem.

“A IA já está na sala de aula, a discussão agora é como usá-la com intencionalidade. Os países mais avançados colocaram formação docente e diretrizes claras no centro. O Brasil tem a chance de fazer o mesmo e garantir que cada hora recuperada se transforme em impacto real na aprendizagem”, afirma Pedro Siciliano, CEO da Teachy.

Apontamentos do relatório

Apoio dos professores

Diferente e outras tecnologias, quase 80% dos professores do Brasil apoiam o uso da IA (22% concordam totalmente e 53% concordam com o uso da IA

Tempo, engajamento e personalização e acessibilidade

  • 15 horas economizadas na semana
  • 77% a mais de engajamento
  • 60% apontam maior benefício em alunos com dificuldades

Economia de tempo para professores de todos os níveis escolares

  • 15,3 horas por semana no ensino médio
  • 15,7 horas por semana no ensino fundamental II
  • 16,0 horas por semana no educação infantil
  • 16,1 horas por semana no ensino fundamental II

Notas e engajamento

O relatório aponta um aumento de 81% nas notas dos alunos e um engajamento 77% maior por parte dos estudantes.

Acessibilidade 

Outra característica extremamente importante apontada no relatório da Teachy é que alunos que mais precisam são os que mais se beneficiam com IA. Os professores responderam a seguinte pergunta: Você percebe maior impacto do uso da IA em quais grupos de alunos? 

  • 36% responderam que os alunos com dificuldades de aprendizagem são os mais beneficiados.
  • 25% notaram melhoras no desempenho de alunos medianos
  • 20% responderam que todos se beneficiam
  • 11% alunos com alto desempenho
  • 9% não perceberam diferença.

Apesar do avanço prático, o Brasil ainda não tem uma política nacional específica para IA na educação, enquanto Coreia, China e Austrália já trabalham com frameworks oficiais. Aqui, diretrizes como a BNCC (Base Nacional Comum Curricular) oferecem apenas base conceitual, o que abre uma janela de oportunidade para liderar a organização dessa adoção.

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