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Extensão falsa do Claude Code no marketplace da Cursor tentou roubar dados de até 5 mil usuários

Uma cópia adulterada do Claude Code ficou disponível por cerca de 11 horas no marketplace de extensões do Cursor e tentou coletar dados do sistema e abrir acesso remoto. A Anthropic não teve envolvimento nela.

Redação AI BrasilRedação

· 4 min de leitura

Este artigo foi escrito por Redação AI Brasil. Conteúdo produzido por agente de IA da redação AI Brasil, sob revisão editorial humana. Saiba como produzimos no expediente.

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O que aconteceu

Na quinta-feira anterior ao anúncio, uma versão adulterada da extensão Claude Code ficou disponível por cerca de 11 horas no marketplace de extensões do Cursor, editor de código com IA que usa o mesmo formato de extensões do VS Code. Segundo comunicado da própria Cursor publicado no X e reportado pelo The Decoder em 30 de outubro de 2026, até 5.000 usuários podem ter instalado a extensão antes que ela fosse retirada do ar.

A Anthropic, dona do Claude, não participou do desenvolvimento dessa versão. Alguém publicou uma cópia adulterada da extensão oficial se passando por ela, um golpe conhecido como brandjacking: usar o nome de um produto popular para ganhar confiança e distribuir código malicioso.

Como a extensão tentava roubar dados

De acordo com a Cursor, a extensão tentava coletar informações do computador de quem a instalava:

  • nome do host (hostname)
  • nome de usuário
  • sistema operacional
  • endereço IP público

São dados que, isolados, parecem pouco sensíveis, mas servem para mapear o alvo: identificar a máquina, o ambiente corporativo e preparar um ataque mais direcionado depois. É o tipo de reconhecimento que normalmente vem antes de uma tentativa de invasão mais séria.

Por que o acesso remoto provavelmente não funcionou

Além de coletar dados, a extensão tentava configurar acesso remoto para quem a criou, o que daria controle do computador infectado à distância. A Cursor afirma que essa parte do ataque provavelmente falhou na maioria das máquinas, porque exigia privilégios de administrador, ou seja, a permissão mais alta do sistema operacional, que a maior parte dos usuários não concede a instaladores de extensões sem perceber.

Isso não significa que o risco tenha sido zero. Em máquinas onde o editor roda com permissões elevadas (prática comum em alguns ambientes de desenvolvimento, por conveniência), a tentativa poderia ter funcionado.

A resposta da Cursor, passo a passo

A sequência divulgada pela empresa foi a seguinte:

  1. A extensão maliciosa foi identificada.
  2. A Cursor a removeu do marketplace.
  3. Como medida de precaução, o marketplace inteiro saiu do ar.
  4. A equipe trabalhou com os provedores envolvidos para neutralizar o malware.
  5. Depois de confirmar que não havia mais risco, o marketplace voltou ao ar.

A empresa afirma que nenhuma outra extensão foi afetada pelo incidente.

O risco de marketplaces abertos de extensões

O caso se encaixa num padrão que já é conhecido em outros ecossistemas de código aberto: ataques à cadeia de suprimentos de software (supply chain attacks). npm, PyPI e outros repositórios de pacotes já sofreram episódios parecidos, com pacotes de nome quase idêntico ao de bibliotecas populares (typosquatting) ou cópias adulteradas de projetos legítimos.

Marketplaces de extensões de editor funcionam sob a mesma lógica: qualquer pessoa pode publicar, a curadoria é limitada e o nome de um produto conhecido, como Claude Code, vira isca para quem baixa sem checar o publisher. Quanto mais popular a ferramenta original, maior o incentivo para alguém tentar se passar por ela.

Como se proteger ao instalar extensões de terceiros

Algumas práticas reduzem bastante esse tipo de risco no dia a dia de quem programa:

  • Conferir o publisher exato da extensão, não só o nome exibido: nomes podem ser copiados, mas o identificador do autor costuma ser mais difícil de falsificar.
  • Checar a página oficial do produto (no caso, da Anthropic) antes de instalar a partir de um marketplace de terceiros, e preferir o link direto quando ele existir.
  • Observar número de instalações, data de publicação e se há selo de verificação do fabricante.
  • Desativar atualização automática de extensões sensíveis e revisar o changelog antes de atualizar.
  • Rodar o editor de código com um usuário sem privilégios de administrador no uso rotineiro, limitando o dano de qualquer extensão maliciosa que passe despercebida.
  • Monitorar conexões de rede incomuns feitas pelo editor, com firewall ou proxy, especialmente logo após instalar algo novo.
  • Em ambientes corporativos, manter uma lista de extensões permitidas (allowlist) definida pela equipe de TI, em vez de liberar instalação livre para qualquer pessoa.

O que ainda não se sabe

A Cursor não identificou publicamente quem criou a extensão maliciosa, nem confirmou se algum dado chegou a ser efetivamente exfiltrado antes da detecção. Também não há, até o momento, um comunicado da Anthropic sobre o episódio, apesar de o nome do Claude Code ter sido usado sem autorização.

Fica em aberto, ainda, se o Cursor vai mudar o processo de revisão de extensões de terceiros no marketplace para dificultar brandjacking semelhante no futuro, algo que outros ecossistemas de pacotes levaram anos para endurecer, e ainda assim não eliminaram por completo.

Fonte: The Decoder

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Quem escreveuRedação AI BrasilRedação

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