Já ouviram falar de Spec Driven Development?
É uma metodologia de Engenharia de Software que, com a IA como co-piloto, tem crescido pra caramba.
A premissa é simples: antes de sair pedindo código pra IA, você investe tempo escrevendo uma especificação clara do que precisa ser feito, como o sistema deve se comportar e quais são as restrições.
Na prática, é exatamente a provocação do começo.
É o oposto do vibe coding atual.
Prompt solto, código rápido, sensação de produtividade… até a conta chegar em forma de débito técnico, retrabalho e insegurança.
Não é à toa que começaram a surgir ferramentas e fluxos bem bons focados nisso.
GitHub Spec Kit, Kiro, Tessl… todas partem da mesma ideia de separar o pensar de executar, usar a IA para implementar e não para decidir.
Quando a especificação vira a fonte única de verdade, a IA para de “adivinhar” o que você quer.
A manutenção fica mais fácil.
As decisões importantes aparecem antes do código.
O foco volta para o problema de negócio, não para a ferramenta da moda.
Devs mais antigos sabem bem como isso começa: documentação nasce boa e, com o tempo, atualizar vira um parto conforme o software cresce.
Agora imagina essa dinâmica impulsionada pela IA, gerando código em uma velocidade muito maior.
No fundo, o SDD não é uma novidade conceitual.
A diferença é que, com IA, ela amplifica tudo: a clareza ou a bagunça.
Acredito muito que, quando a poeira baixar, vamos voltar a algo que aprendi lá no começo da carreira:
é melhor pensar 50 minutos e escrever código por 10, do que escrever código por 50 minutos tendo pensado só por 10.










