Entre intenção e ação: onde as organizações realmente estão na adoção de GenAI

Muito tem se falado sobre o potencial transformador da inteligência artificial generativa, mas uma pergunta permanece relevante: em que estágio da jornada estão as organizações hoje? O gráfico revela uma fotografia precisa sobre o ritmo e a intenção de uso da GenAI em setores estratégicos como jurídico, fiscal, governamental e de risco.

Ao observar os dados, percebemos que a maioria das organizações já está se movimentando, algumas com mais clareza e estrutura, outras ainda no campo das possibilidades. Esse retrato ajuda a entender não apenas o grau de maturidade tecnológica, mas também a relação entre confiança, prioridade e visão de longo prazo.

Escritórios jurídicos estão entre os que mais já utilizam GenAI

O setor jurídico aparece com 28% das organizações afirmando que já utilizam GenAI, sendo o grupo mais avançado nesse quesito. Isso inclui escritórios de advocacia e departamentos jurídicos internos. A razão por trás desse uso acelerado está na combinação entre alto volume de informação textual, necessidade de produtividade e pressão por padronização e compliance.

Essa adoção antecipada mostra que, mesmo em ambientes historicamente mais conservadores, o valor prático da IA está superando a hesitação. Ferramentas que ajudam a redigir, revisar e organizar documentos legais estão se tornando comuns, contribuindo para decisões mais rápidas e trabalho mais analítico.

Firmas de contabilidade e áreas fiscais já estão em ritmo de planejamento

Entre empresas de consultoria tributária e áreas de corporate tax, cerca de 20% a 25% afirmam já usar GenAI, enquanto outras 23% a 25% estão em fase de planejamento. Isso demonstra uma movimentação concreta em torno da automação de processos, análise preditiva e geração de relatórios regulatórios.

Essas áreas estão diante de desafios crescentes de complexidade fiscal e volume de dados. A IA entra como solução para lidar com normas que mudam constantemente, cruzar grandes quantidades de informação e reduzir o risco de falhas humanas.

Governos e áreas de risco ainda são mais cautelosos na adoção

O setor público aparece com apenas 13% de adoção atual e 13% de intenção de adoção, sendo o grupo com maior porcentagem declarando não ter planos imediatos de uso (41%). O mesmo vale para a área de corporate risk, com 37% de respostas semelhantes.

Esses setores ainda enfrentam barreiras como regulamentação, infraestrutura tecnológica mais lenta e maior necessidade de transparência. No entanto, vale destacar que parte dessa cautela vem de uma postura mais estratégica de garantir uso responsável e ético antes de avançar com a implantação.

A maioria está no meio do caminho e ainda precisa decidir como avançar

O dado mais relevante talvez esteja no meio da tabela: 32% das organizações ainda estão “considerando se irão usar ou não” GenAI. Isso mostra que, apesar do entusiasmo em torno do tema, grande parte do mercado segue em observação, aguardando mais evidência, estrutura e maturidade para decidir.

Essa zona intermediária representa uma janela de oportunidade para quem deseja sair na frente. Organizações que conseguirem estruturar critérios de adoção, casos de uso relevantes e planos de capacitação terão uma vantagem competitiva importante nos próximos ciclos de adoção tecnológica.

O mercado está se movendo. A questão é em qual direção sua organização vai escolher andar

Os dados não falam apenas sobre tecnologia. Eles falam sobre decisão, prioridade e alinhamento estratégico. A GenAI já deixou de ser uma curiosidade técnica e passou a fazer parte da agenda executiva de várias áreas.

A pergunta que vale agora é simples: sua organização está parada, observando, planejando ou já fazendo?

Mais do que acompanhar tendências, o momento é de agir com clareza, testar com responsabilidade e escalar com estratégia.

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