O FUTURO DO BRANDING PODE CABER EM UMA CENA DE BOTECO. E não! Não é uma história sobre um carro

É sobre um detalhe que quase passa batido quando a gente está distraído com a espuma do hype: a IA não está só “organizando links”. Ela está sintetizando realidade. Por 20 anos, o jogo foi: SEO, primeira página, clique, tráfego, conversão.
A nossa régua era o ranking.

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imagem de um fiat Uno branco, em frente a um comércio

É sobre um detalhe que quase passa batido quando a gente está distraído com a espuma do hype: a IA não está só “organizando links”. Ela está sintetizando realidade. Por 20 anos, o jogo foi: SEO, primeira página, clique, tráfego, conversão. A nossa régua era o ranking.

É sobre um detalhe que quase passa batido quando a gente está distraído com a espuma do hype: a IA não está só “organizando links”. Ela está sintetizando realidade.

Por 20 anos, o jogo foi: SEO, primeira página, clique, tráfego, conversão.
A nossa régua era o ranking.

Corta pra 2026.
Eu pedi pra um modelo de imagem criar uma cena bem Brasil: um Uno branco com escada no teto passando na frente de um boteco de esquina. E ele entrega… a cena com tudo o que a gente reconhece como “verdade”: fachada de bar, rua de bairro, e aqueles painéis e placas de marca que estão por toda parte.

E aqui está o ponto: ninguém pediu banner do Guaraná Artártico ou Placa com Logo da Ambev no prompt!
Isso tem nome (e não é “magia”) – product placement algorítmico.

Com Search Grounding + RAG, os novos modelos de IA não imaginam no vácuo. Eles pesquisam o contexto na web, encontram os padrões visuais dominantes e “decidem” que aquilo é o que torna a imagem fiel ao mundo.

Ele estão reproduzindo hegemonia visual.

Aí a discussão sai do SEO e entra numa sopa de letrinhas que, dessa vez, importa de verdade:
SEO: aparecer em links.
AEO: ser citado na resposta.
GEO: ser a entidade preferida quando a IA precisar ilustrar, exemplificar, recomendar e renderizar um cenário.

E isso bate direto no varejo/e-commerce.

Porque, no fim, IA lê metadados. Lê estrutura. Lê disponibilidade.
Se o seu produto mora em PDF, se sua imagem vive num DAM trancado, se seu PIM não conversa com nada… adivinha? Você não é “invisível”. Você é substituível.

Se a IA não acha a representação oficial, ela preenche com o que tiver: foto ruim, contexto errado, ou o concorrente que fez o dever de casa.

A pergunta que fica — e ela é bem menos futurista do que parece — é simples: Quando a IA desenhar o “mundo real” do seu setor… sua marca vai estar no cenário ou só assistindo da calçada??

E vc aí, já está pensando em “Share of Model” aí dentro — ou ainda está medindo só Share of Search?

Eduardo Salvalaggio

Eduardo Salvalaggio

CEO da Dishubtive e Diretor de Tecnologia Criativa na Vitrio/B&Partners. Criou os primeiros cases comerciais com IA Generativa no Brasil: o primeiro case publicitário, o primeiro curso e o primeiro departamento criativo focado exclusivamente nessa tecnologia. Estrategista de plataformas digitais por Stanford, MIT e Boston University, com 25 anos de experiência em negócios online

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Jose Luiz, AAISM
19 DE MARÇO
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