Anthropic monta rede para o Cloude

A evolução da inteligência artificial está levando as empresas da era dos chatbots para a dos agentes autônomos, capazes de executar processos completos. Nesse cenário, a parceria da Anthropic com empresas certificadas exige requisitos técnicos rigorosos para garantir segurança, confiabilidade e controle operacional. Entre eles estão a gestão correta do fluxo de tarefas, aplicação de regras críticas por código, orquestração de múltiplos agentes, uso estruturado do MCP, saídas determinísticas em JSON e mecanismos independentes de validação. Segundo a New Rizon, esses critérios são fundamentais para que sistemas de IA atuem em ambientes corporativos sem comprometer operações críticas.

Henrique de CastroEscrito por Henrique de Castro
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Arte gráfica da empresa New Rizon com o selo “#NaMídia”. Ao centro, há um recorte de uma reportagem do UOL assinada por Aline Sordili com o título “Anthropic monta rede de distribuição para o Claude no Brasil”. A matéria destaca a entrada das empresas CI&T e New Rizon na rede global de parceiros da Anthropic, com o compromisso de certificar mais de mil engenheiros de inteligência artificial. O logotipo do UOL aparece à direita do título. O fundo da imagem tem tons abstratos de azul, verde, vermelho e preto, e o logotipo da New Rizon está na parte inferior.

Entenda os critérios técnicos exigidos pela Anthropic para certificação de parceiros na era da IA agêntica e da automação empresarial.

Semana passada, na sua coluna no UOL, a Aline Sordili fez uma ótima matéria sobre a rede de parceiros que a Anthropic montou. 
Andei recebendo várias mensagens perguntando o que muda com a parceria e as certificações, então resolvi responder aqui.

A IA de chatbot, que você pergunta e ela responde, foi de 2023 a 2025. 
A partir de 2026 a IA agêntica entrou forte, a que executa processos de ponta a ponta dentro da operação, e todo o plano da Anthropic foi desenhado pra esse mundo.

Pensem comigo, uma IA que executa processos pode errar de um jeito que o chatbot nunca errou e fazer cagadas monstruosas.
Ela pode agir errado, aprovar o que não devia, perder uma informação no meio do caminho, travar a operação quando um sistema cai… enfim…

É por isso que não é qualquer empresa que entra nessa rede, é preciso trabalhar com o que a IA NÃO faz sozinha, toda a engenharia em volta dela.

Então vamos a alguns pontos do que precisa estar construído:

-> Loop agêntico de verdade com controle de fluxo por stop_reason e terminação correta, ou seja, o agente sabe quando a tarefa acabou de fato, sem chutar e sem limite arbitrário de tentativas servindo de freio de mão.

-> Enforcement determinístico com hooks, basicamente é a regra crítica garantida por código, não na esperança do prompt rs… é assim que garantimos que a IA possa fazer um reembolso, um cancelamento, um envio, pois tudo só acontece depois de cumprir a regra que você definiu.

-> Orquestração multiagente, saber quando um chama outro, atuar com subagentes com contexto isolado e passagem explícita de estado, vários agentes trabalhando em paralelo sem um atropelar o outro e sem pedaço do processo ficar órfão.

-> MCP bem desenhado! Apesar de MCP virar o termo da moda, vejo muito erro sem estrutura, com a parceria, é exigido que o erro seja estruturado com categoria e isRetryable em vez de um “falhou” genérico, é isso que faz a operação não parar quando um sistema cai ou devolve dado torto.

-> Saída estruturada confiável, travar um JSON como retorno determinístico, com isso, você consegue separar um dado que entra direto no seu ERP e um dado que alguém confere na mão.

-> Contexto e confiabilidade com revisão por uma segunda instância independente, em banco, seguro e saúde, é isso que separa um piloto bonito de um sistema em que você confia.

É isso que estamos certificando na New Rizon, item a item, testado e aprovado em prova.

Quando a matéria fala em rede de distribuição do Claude no Brasil, é esse o nível da régua pra estar nela.

Henrique de Castro

Henrique de Castro

CEO da New Rizon, atua ajudando grandes empresas a inovar com estratégia, engenharia e produto. Já impactou mais de 10 milhões de usuários em setores como fintechs, jurídico, educação e BPO.

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John Calistro
11 DE AGOSTO
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