Quem mede, decide melhor: o que sua GenAI está entregando hoje?

A adoção da inteligência artificial generativa tem avançado rapidamente, mas uma pergunta ainda paira sobre muitas lideranças: como saber se ela está realmente entregando valor? O debate deixou de ser técnico e passou a ser estratégico, o que importa agora é comprovar impacto, justificar investimentos e orientar decisões futuras com base em dados.

A pesquisa da Thomson Reuters traz uma visão clara de como as empresas estão medindo o retorno sobre seus investimentos em GenAI. E os resultados revelam um amadurecimento importante na relação entre tecnologia, negócio e performance.

Medir ROI virou prática comum entre os adotantes mais maduros

Hoje, 59% das organizações que já usam GenAI afirmam medir seu retorno sobre investimento. Isso significa que mais da metade das empresas já criou critérios e métricas para acompanhar o desempenho da tecnologia em seus fluxos. Essa prática é fundamental para separar adoções simbólicas de aplicações realmente transformadoras.

Outros 21% ainda não sabem se essa medição está acontecendo, o que sugere lacunas na governança e na comunicação interna sobre a estratégia de IA. E 20% admitem que não medem ROI de forma alguma, o que representa um risco real de desperdício ou decisões desconectadas de resultados concretos.

Economia de custos é a métrica mais utilizada no curto prazo

Entre aqueles que medem ROI, 79% têm como principal referência a redução de custos internos. Isso inclui ganhos com automação de tarefas repetitivas, diminuição do retrabalho, aceleração de processos e corte de horas operacionais. Essa escolha mostra que, no curto prazo, a GenAI está sendo tratada principalmente como ferramenta de eficiência.

Esse foco é válido, especialmente em contextos de orçamento apertado. Mas também pode limitar a visão de futuro se o único critério de sucesso for cortar custos, e não gerar novas formas de valor.

Uso interno e satisfação dos colaboradores aparecem como termômetros estratégicos

Além da economia, 64% das empresas observam a taxa de uso pelos colaboradores, e 51% acompanham o nível de satisfação interna. Essas duas métricas apontam para um amadurecimento importante: não basta implementar a IA, é preciso garantir que ela seja adotada com fluidez e aceitação.

Empresas que monitoram engajamento interno entendem que a GenAI só gera valor se for usada de forma frequente e natural. A tecnologia precisa resolver problemas reais do dia a dia, e não ser mais uma ferramenta subutilizada no stack corporativo.

Indicadores de cliente e receita ainda aparecem com menos força

Curiosamente, apenas 38% das empresas usam a satisfação do cliente como métrica para avaliar GenAI, e só 31% consideram a geração de receita externa projetada. Isso indica que, por enquanto, a maioria das organizações ainda vê a IA como uma força operacional, e não como motor de crescimento ou diferenciação.

Isso deve mudar nos próximos ciclos. À medida que GenAI se torne parte da experiência do cliente, do marketing, da geração de insights e da oferta de novos serviços, esses indicadores devem ganhar protagonismo.

ROI de GenAI não é sobre tecnologia. É sobre intenção, contexto e impacto real

A principal lição do estudo é que medir retorno de GenAI exige mais do que números. É preciso clareza sobre o que a tecnologia pretende resolver, quais metas ela apoia e como isso se conecta à estratégia da organização.

Quem mede certo, ajusta mais rápido. Quem mede mal, investe errado. O valor da GenAI não está apenas no modelo escolhido, mas em como ele contribui para gerar resultado que importa.

Sua empresa sabe exatamente o que espera da GenAI, e como vai medir?

A pergunta que vale agora não é se você está usando IA generativa, mas se você sabe medir o que ela está entregando. Em um cenário onde todo investimento precisa ser justificado, não ter uma régua clara pode custar caro.

Se a GenAI está no seu orçamento, ela precisa estar também no seu painel de resultados.

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