Onde a IA realmente está presente? Spoiler: em todas as direções.

A promessa da inteligência artificial como tecnologia estratégica para todos os setores já não é mais uma aposta para o futuro. Como mostra o radar da Gartner, a IA está sendo colocada em prática de maneira transversal, da área de vendas ao jurídico, do atendimento ao cliente ao supply chain. Mas nem toda aplicação é igual. E nem toda empresa está no mesmo grau de maturidade.

Quando a IA deixa de ser projeto e vira infraestrutura

Durante anos, a IA foi tratada como algo experimental, relegada a times de inovação, labs isolados ou projetos-piloto. O cenário mudou. A imagem da Gartner que analisamos neste artigo mostra como a IA está se tornando uma camada invisível e ubíqua, apoiando desde atividades operacionais até decisões estratégicas, e fazendo isso em todas as áreas da organização.

Agora, a grande pergunta que os líderes precisam responder é: como coordenar, proteger e extrair valor de tantos pontos de entrada de IA, cada um com sua origem e lógica?

Três portas de entrada para a IA nas empresas

O estudo da Gartner indica que a IA entra na organização por três caminhos principais:

  1. IA incorporada em software (43%): vêm de fornecedores como SAP e Microsoft, integradas nativamente em ferramentas que já fazem parte do dia a dia dos colaboradores.
  2. Traga sua própria IA (22%): times internos, especialmente produto, operações, marketing, financeiro — que contratam ou desenvolvem suas próprias soluções, às vezes sem alinhamento com TI.
  3. IA construída internamente (35%): projetos desenvolvidos ou orquestrados por times de dados e tecnologia da empresa, combinando modelos abertos e ferramentas próprias.

O desafio não é apenas técnico, é de governança: como garantir segurança, performance, ética e eficiência em um cenário tão pulverizado?

O papel estratégico da coordenação central

No centro do radar está uma questão crítica: “Como coordenar, implementar, executar e proteger?”

Esse papel cabe, cada vez mais, aos líderes de TI, dados e IA, que precisam definir padrões de interoperabilidade, segurança, arquitetura, uso responsável e alinhamento com objetivos de negócio. A governança não pode ser um gargalo, mas sim um multiplicador de valor.

E aqui entra uma das missões mais relevantes do momento: criar uma camada de coordenação que permita que as várias iniciativas se conectem, sem sufocar a inovação.

IA como infraestrutura horizontal

A leitura estratégica que a imagem da Gartner nos traz é clara: a IA não será mais um projeto, será uma infraestrutura.

Assim como as empresas não fazem “projetos de eletricidade”, mas integram energia a tudo o que fazem, o mesmo se aplica à IA. Estamos entrando na era do “AI everywhere”, onde não se trata mais de fazer uma POC, mas de transformar modelos, fluxos e decisões com inteligência embarcada.

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