Onde a GenAI entrega mais valor quando o assunto é risco e conformidade

A adoção da inteligência artificial generativa em setores altamente regulados não é mais apenas um plano para o futuro, ela já está em prática. E, ao contrário do que muitos pensam, seu uso não se limita à automação básica. A tecnologia começa a ocupar espaços críticos, especialmente nas frentes de análise de risco, conformidade, auditoria e investigação.

A pesquisa divulgada pela Thomson Reuters mostra como o uso da GenAI evoluiu entre 2024 e 2025 e revela os casos mais consolidados de aplicação. Os dados ajudam a entender onde a IA está entregando impacto concreto e por que algumas funções ganharam tanta relevância no último ano.

A geração de resumos documentais se tornou o principal caso de uso

Em 2025, 82% das organizações já utilizam GenAI para sumarizar documentos, um salto impressionante em relação aos 55% de 2024. Essa atividade, que antes consumia horas de trabalho manual, agora pode ser automatizada com precisão, garantindo agilidade na triagem de contratos, e-mails, relatórios e pareceres técnicos.

Esse uso se destaca especialmente em setores jurídicos e financeiros, onde o volume de texto é alto e o tempo para análise é limitado. O ganho não está apenas na velocidade, mas na capacidade de priorizar, classificar e extrair valor de conteúdos antes negligenciados por falta de tempo.

Avaliação de risco e revisão documental são prioridades contínuas

Tanto a avaliação de risco quanto a revisão de documentos mantiveram altos níveis de adoção. No caso da avaliação e geração de relatórios de risco, 71% das organizações apontaram esse uso como consolidado em 2025, e a revisão documental aparece logo atrás, com 68%.

Essas tarefas exigem precisão, consistência e rastreabilidade, atributos que os modelos generativos, quando bem treinados e validados, conseguem oferecer com crescente confiabilidade. A GenAI vem sendo usada para cruzar informações, identificar anomalias, sugerir hipóteses e documentar justificativas, reduzindo margem de erro e otimizando a produtividade das equipes.

Novos casos começam a ganhar tração em áreas antes menos exploradas

A redação de correspondências e a gestão do conhecimento cresceram de forma relevante. A criação automatizada de mensagens formais, alertas internos ou comunicados com base em padrões e linguagem institucional passou de 36% para 43%. Já a gestão de conhecimento, que envolve indexação, resumo e curadoria de materiais técnicos, saltou de 43% para 55%.

Além disso, outras aplicações mais avançadas como desenvolvimento de negócios, compliance de políticas contratuais e extração de dados de contrato estão em ascensão. Mesmo que com números menores, o crescimento ano a ano mostra que a IA generativa está sendo cada vez mais explorada em áreas que exigem interpretação de regras, análise contextual e estruturação de informações desorganizadas.

Algumas áreas ainda mostram baixa adoção, mas sinalizam futuro potencial

Funções como marketing, finanças e recursos humanos aparecem com percentuais ainda baixos (entre 11% e 18%), indicando que, no contexto de risco e fraude, esses departamentos ainda não priorizaram a aplicação direta de GenAI. No entanto, à medida que os modelos evoluem em fluência, personalização e governança, essas áreas tendem a incorporar mais funcionalidades baseadas em IA, especialmente em tarefas como análise preditiva, relatórios automatizados e personalização de conteúdo.

A lacuna também pode refletir diferenças de maturidade digital ou foco regulatório, mas o histórico recente mostra que setores inicialmente céticos acabam aderindo à medida que o valor é comprovado por outros.

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