Se sua organização ainda trata inteligência artificial como um experimento isolado ou uma promessa distante, talvez esteja na hora de repensar. Um estudo recente da Gartner nos apresenta o “AI Opportunity Radar”, uma estrutura visual que ajuda empresas a compreender onde, e com qual intensidade, a IA pode ser aplicada em seus negócios. Mais do que uma bússola tecnológica, é um verdadeiro radar estratégico que aponta caminhos claros entre eficiência operacional, inovação e geração de valor.

A visão da IA como vetor de valor
O radar divide o uso da IA em quatro quadrantes: Front Office, Back Office, Produtos e Serviços, e Capacidades Centrais, todos cruzando dois eixos: de operações internas para interfaces externas com clientes, e de automação cotidiana até inovações com potencial disruptivo.
Isso permite identificar onde as empresas estão investindo, onde poderiam extrair mais valor, e quais áreas ainda permanecem subexploradas. A IA deixa de ser apenas uma ferramenta de eficiência para se tornar parte do núcleo estratégico de diferenciação e vantagem competitiva.
Oportunidades táticas e estratégicas no radar
A análise da Gartner mostra que muitas organizações ainda estão concentradas no quadrante de Back Office e automação cotidiana, usando IA para automatizar tarefas administrativas, financeiras e operacionais. É o caminho natural: menos riscos, ganhos rápidos, familiaridade maior.
No entanto, o verdadeiro diferencial está nos quadrantes mais à direita do gráfico: aplicações em Produtos/Serviços e Capacidades Centrais, que têm potencial de criar novos modelos de negócio, serviços personalizados, interfaces com clientes mais inteligentes e cadeias de valor mais resilientes.
Como isso se conecta com a visão da AI Brasil
A nossa missão sempre foi clara: democratizar o acesso, acelerar a adoção e impulsionar o impacto real da IA nas organizações brasileiras. O radar da Gartner ajuda a reforçar essa visão ao mostrar que IA não é uma única jornada, mas sim um portfólio de possibilidades, e que a maturidade vem da diversificação e integração dessas iniciativas.
Mais do que “fazer IA”, trata-se de pensar estrategicamente onde ela faz mais sentido: seja para aumentar a eficiência, melhorar o atendimento ao cliente, desenvolver novos produtos ou expandir a inteligência da empresa como um todo.
Quatro provocações que o radar nos deixa
1. Sua organização ainda trata IA apenas como automação de tarefas repetitivas?
Talvez esteja na hora de mirar oportunidades mais estratégicas, como design de produtos, precificação dinâmica, ou supply chain preditivo.
2. A IA já chegou até o cliente final ou está limitada a processos internos?
Organizações mais maduras em IA já usam modelos generativos para atendimento, suporte e criação de experiências personalizadas.
3. Suas áreas de core business estão sendo transformadas por IA ou ainda blindadas pela zona de conforto?
Transformações reais acontecem quando o core da empresa passa a ser repensado com IA como motor de decisões e inovação.
4. O uso de IA está sendo orquestrado de forma integrada ou é apenas uma coleção de iniciativas desconectadas?
O radar mostra que governança, escala e propósito são tão importantes quanto experimentação.