Visa e Banco do Brasil testam compras feitas por agentes de IA

A evolução da inteligência artificial começa a chegar também ao setor de pagamentos digitais. Um teste realizado no Brasil mostrou como agentes de IA podem realizar compras de forma autônoma, inaugurando no país as primeiras experiências do chamado comércio agêntico, modelo em que sistemas inteligentes executam etapas da jornada de consumo sem intervenção direta do usuário.

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Uma pessoa de camisa azul, de frente para um computador, mexe no teclado

A evolução da inteligência artificial começa a chegar também ao setor de pagamentos digitais. Um teste realizado no Brasil mostrou como agentes de IA podem realizar compras de forma autônoma, inaugurando no país as primeiras experiências do chamado comércio agêntico, modelo em que sistemas inteligentes executam etapas da jornada de consumo sem intervenção direta do […]

A evolução da inteligência artificial começa a chegar também ao setor de pagamentos digitais. Um teste realizado no Brasil mostrou como agentes de IA podem realizar compras de forma autônoma, inaugurando no país as primeiras experiências do chamado comércio agêntico, modelo em que sistemas inteligentes executam etapas da jornada de consumo sem intervenção direta do usuário.

A iniciativa foi conduzida pela Visa em parceria com o Banco do Brasil. A transação experimental ocorreu em março e utilizou a plataforma Visa Intelligent Commerce, tecnologia desenvolvida para permitir que agentes digitais pesquisem produtos, avaliem opções e finalizem pagamentos de acordo com critérios definidos previamente pelo consumidor.

No modelo testado, o usuário estabelece parâmetros para a compra — como limite de preço, produto desejado ou período da oferta — e o agente de inteligência artificial acompanha essas condições em diferentes plataformas de venda. Quando encontra uma oferta que atende aos requisitos estabelecidos, o sistema pode concluir automaticamente a transação.

Esse formato representa uma possível mudança na dinâmica do comércio eletrônico. Em vez de navegar manualmente por sites e aplicativos em busca de produtos, o consumidor delega parte da jornada de compra a assistentes digitais. Esses agentes podem analisar diferentes ofertas disponíveis na internet, comparar preços e condições e concluir a aquisição dentro das regras programadas pelo usuário.

A expectativa das empresas envolvidas é ampliar os testes ao longo de 2026 e disponibilizar a tecnologia para uso mais amplo no segundo semestre, dependendo da evolução das validações de segurança e da adaptação da infraestrutura de pagamentos.

Além do Banco do Brasil, outros emissores brasileiros participam da fase de experimentação. Caso o modelo seja adotado em larga escala, especialistas avaliam que o comércio agêntico pode alterar a forma como empresas competem no ambiente digital. Nesse cenário, algoritmos responsáveis pelas decisões de compra passam a ter papel central na escolha de produtos e serviços.

A tecnologia já vem sendo testada em outros mercados. A Visa realizou transações semelhantes anteriormente nos Estados Unidos e na Europa. A adaptação para o Brasil exigiu ajustes específicos, principalmente por causa das características do sistema local de pagamentos, que envolve diferentes modalidades e requisitos adicionais de segurança.

Como parte da estrutura do projeto, a empresa também desenvolveu o protocolo Trust Agent Protocol. A ferramenta permite identificar quando uma transação foi iniciada por um agente de inteligência artificial, criando uma camada adicional de controle e rastreabilidade para operações realizadas por sistemas automatizados.

O avanço desse tipo de solução sinaliza uma possível transformação na forma como consumidores interagem com o comércio digital, com a inteligência artificial assumindo um papel cada vez mais ativo nas decisões de compra.

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