TRF-3 lança IA para apoiar análise de processos judiciais

O Tribunal Regional Federal da 3ª Região lançou a LIA 3R, plataforma de IA no Judiciário voltada ao apoio na análise de processos, pesquisa jurídica e elaboração de minutas. A ferramenta funciona integrada ao PJe, utiliza técnica de recuperação aumentada por geração (RAG) e foi desenvolvida internamente com foco em governança, ética e otimização de recursos.

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Juiz segura martelo sobre mesa ao lado de tablet, representando o uso de IA no Judiciário e a aplicação de inteligência artificial na análise de processos e decisões judiciais digitais.

TRF-3 lança LIA 3R, iniciativa de IA no Judiciário para apoiar análise de processos, pesquisa jurídica e produção de minutas com integração ao PJe e uso de RAG.

O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) lançou, em 27 de fevereiro, a plataforma de inteligência artificial LIA 3R, desenvolvida por magistrados e servidores da própria 3ª Região. A ferramenta foi criada para apoiar atividades como pesquisa jurídica, análise de documentos e processos, além da elaboração de minutas.

A apresentação ocorreu em ambiente virtual e reuniu integrantes da administração do tribunal e das áreas técnicas envolvidas no projeto. Durante o evento, representantes da Corte destacaram que a solução foi desenhada para atender às demandas internas, com foco em racionalização de recursos e adequação às necessidades do Judiciário federal na região.

Segundo integrantes da área de tecnologia e da Comissão Permanente de Informática, a proposta da plataforma é atuar como instrumento de apoio às rotinas de trabalho. A responsabilidade pelas decisões permanece com magistrados e servidores, cabendo à IA organizar informações, estruturar dados e otimizar fluxos, reduzindo retrabalho e liberando tempo para atividades de maior complexidade jurídica.

De acordo com o tribunal, o desenvolvimento foi orientado por três eixos: ética e governança, autonomia institucional e responsabilidade orçamentária. A iniciativa foi estruturada dentro dos limites financeiros disponíveis, priorizando o uso de recursos já existentes.

A LIA 3R será disponibilizada no Processo Judicial Eletrônico (PJe) para usuários que concluírem capacitação oferecida pela área de tecnologia da informação. A interface opera em formato de chat, com comandos padronizados que orientam o modelo sobre a tarefa solicitada e o formato esperado de resposta.

Quando necessário, a plataforma utiliza técnica de recuperação aumentada por geração (RAG), integrando bases de conhecimento e documentos previamente curados para ampliar a precisão das respostas. O sistema também pode considerar dados do próprio PJe e arquivos inseridos pelo usuário na conversa.

A ferramenta representa uma evolução do Sigma, sistema interno voltado à centralização de modelos e ranqueamento com uso de inteligência artificial. O tribunal informou que o projeto seguirá em aprimoramento contínuo, com ajustes em usabilidade, segurança da informação, governança e atualização de conteúdos.

Durante o lançamento, também foi divulgado o resultado de um concurso cultural destinado à definição do nome e da identidade visual da plataforma. Foram recebidas 229 propostas. O nome LIA 3R foi inspirado em sugestão apresentada por servidor da instituição e faz referência a iniciativas anteriores relacionadas a laboratório de IA no âmbito do Judiciário federal da 3ª Região. Outros participantes contribuíram com propostas de slogan e elementos gráficos para a identidade visual do projeto.

A iniciativa se insere no movimento de adoção de inteligência artificial por órgãos do sistema de Justiça, que têm buscado aplicar a tecnologia como ferramenta de apoio à gestão processual e à análise de grandes volumes de dados, mantendo a decisão final sob responsabilidade humana.

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