Painel no Rio2C discutiu impactos da inteligência artificial na produção cultural
Os impactos da inteligência artificial sobre os direitos autorais e a diversidade cultural estiveram no centro dos debates realizados durante o Rio2C, no Rio de Janeiro. O tema foi abordado em um painel promovido pelo Ministério da Cultura (MinC), que reuniu especialistas, representantes do setor cultural e integrantes do governo para discutir os desafios regulatórios relacionados ao avanço da IA na produção artística e audiovisual.
Durante o encontro, participantes defenderam a criação de regras mais claras para o uso de conteúdos protegidos por direitos autorais no treinamento de sistemas de inteligência artificial. Também foram discutidos mecanismos de transparência sobre o uso de obras culturais por plataformas digitais e modelos de remuneração para artistas e criadores.
O debate ocorreu em meio ao avanço das discussões sobre regulamentação da IA no Brasil e em outros países. O Ministério da Cultura vem defendendo a adoção de normas que garantam proteção aos criadores diante do crescimento das ferramentas generativas, além de medidas para evitar impactos negativos sobre a produção cultural e a pluralidade de conteúdos.
Representantes do setor cultural também alertaram para riscos relacionados à concentração de mercado e ao uso indiscriminado de obras protegidas sem autorização. Segundo integrantes do MinC, a ausência de regulamentação pode ampliar disputas judiciais e comprometer a remuneração de autores, músicos, roteiristas e outros profissionais da economia criativa.
O painel integrou a programação do Rio2C 2026, evento voltado à inovação, criatividade e indústria audiovisual. Entre os temas debatidos pelo governo federal no encontro estiveram economia criativa, cooperação internacional, audiovisual e transformação digital.




