Alexandre Caramaschi assumiu o cargo de CEO da GEO Brasil, startup brasileira que atua na área de Generative Engine Optimization (GEO) e comércio agêntico. Ex-CMO da Semantix e fundador da AI Brasil, o executivo passa a liderar a empresa em um momento de mudanças no modelo de descoberta de informações na internet, marcado pelo avanço de motores de busca baseados em inteligência artificial generativa.
A nomeação ocorre em um cenário de transição no ecossistema digital, em que a lógica tradicional de ranqueamento de páginas dá lugar a respostas sintetizadas por sistemas conversacionais. Nesse modelo, a visibilidade das marcas passa a depender da frequência com que são citadas por mecanismos de IA, e não mais apenas do volume de acessos gerados por cliques.
Estudos e projeções de mercado indicam que o tráfego orgânico tende a perder relevância nos próximos anos, com impacto direto em estratégias de marketing digital e geração de demanda. A mudança também afeta processos de compra no segmento B2B, onde decisores utilizam ferramentas de IA para pesquisa e validação de fornecedores antes de qualquer contato comercial formal, o que pode influenciar escolhas de forma antecipada.
Sob a nova gestão, a GEO Brasil pretende concentrar sua atuação em duas frentes principais. A primeira envolve a consolidação do GEO como uma disciplina operacional voltada ao monitoramento e ampliação da presença de marcas em ambientes de respostas automatizadas. A segunda está relacionada à preparação de empresas para o comércio agêntico, no qual agentes digitais passam a executar tarefas e transações de forma autônoma, exigindo dados estruturados e sistemas integrados.

A estratégia inicial da companhia prioriza o setor de telecomunicações, considerado um ambiente com elevada complexidade de ofertas, grande volume de interações com clientes e forte dependência de canais digitais. A empresa avalia que esse segmento reúne condições para testar e escalar soluções voltadas à visibilidade algorítmica e à automação de processos comerciais.
A GEO Brasil também acompanha discussões internacionais sobre a padronização de protocolos para o comércio agêntico, como iniciativas voltadas à criação de linguagens comuns para descoberta, decisão e execução de transações por agentes de IA. O avanço desses modelos reforça a necessidade de adaptação das empresas a novos padrões tecnológicos.
Para o período entre 2026 e 2028, a agenda da empresa inclui a evolução de sua plataforma SaaS, a ampliação de serviços de implementação e a produção de conteúdo técnico voltado à construção de autoridade em ambientes digitais mediados por inteligência artificial.
Fundada como uma startup bootstrapped, a GEO Brasil combina software e serviços especializados para apoiar empresas na transição do SEO tradicional para modelos baseados em motores generativos. Alexandre Caramaschi passa a responder pela integração entre produto, estratégia comercial e posicionamento da empresa no mercado brasileiro.




