A maturidade na adoção da inteligência artificial não vem de ferramentas, mas da capacidade de estruturar estratégia, governança, cultura e dados de forma coordenada. A diretriz da Gartner apresenta um roteiro prático para transformar iniciativas isoladas de IA em uma capacidade organizacional contínua e mensurável.

Estratégia sem visão não se sustenta, e sem dados, não se move
O primeiro bloco da diretriz foca em estabelecer as bases estratégicas da IA. Isso inclui definir uma visão clara, medir a maturidade atual e priorizar casos de uso iniciais com valor tangível. Só depois dessa fundação é possível evoluir para atividades mais avançadas, como a criação de um processo iterativo de refinamento da estratégia e um portfólio de produtos de IA.
Segundo a Accenture, 84% das empresas que têm uma estratégia formal de IA conseguem integrar a tecnologia aos processos de negócio com mais velocidade e menor risco. Estratégia sem execução é discurso. Execução sem estratégia é desperdício.
A parte final do ciclo estratégico envolve valor: definir quais métricas de impacto a IA deve gerar e como isso será monitorado ao longo do tempo. Esse é o elo entre a visão de futuro e a geração de valor presente.
Organização, cultura e governança são os pilares invisíveis do sucesso
A diretriz da Gartner também orienta como preparar a empresa para operar IA com segurança e escala. Isso começa com a formação de comunidades de prática, planos de capacitação da força de trabalho e revisão de papéis e responsabilidades à medida que os sistemas inteligentes assumem parte das decisões.
No campo da governança, o foco está em identificar riscos, definir políticas iniciais, testar ferramentas de controle e incorporar práticas de IA responsável. Sem esse pilar, o risco de vieses, decisões opacas e exposição legal aumenta consideravelmente.
Estudo do World Economic Forum aponta que empresas que implementam políticas de governança desde os estágios iniciais da IA conseguem reduzir em até 45% os riscos éticos e reputacionais associados à automação. Transparência e governança não são “compliance futuro”, são infraestrutura de confiança.
Engenharia e dados são a base operacional da IA com resultado
Nenhuma estratégia avança sem uma fundação robusta de engenharia e dados. A diretriz da Gartner sugere começar pela seleção de fornecedores e avaliação da prontidão dos dados em relação aos casos de uso. Em seguida, recomenda-se implementar o plano de prontidão de dados e evoluir para capacidades mais avançadas como observabilidade de dados e engenharia de plataforma.
Essa progressão permite que a IA deixe de depender de dados pontuais e passe a operar sobre um tecido informacional contínuo, confiável e escalável, o que o Gartner chama de “data fabric”.
Dados da McKinsey mostram que empresas com fundações maduras de dados obtêm até 50% mais retorno sobre projetos de IA, justamente por reduzir retrabalho, aumentar a confiabilidade e acelerar o tempo entre desenvolvimento e captura de valor.
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