GenAI já é realidade na indústria: 89% dizem que sim, e o número só tende a crescer

A discussão sobre o potencial da inteligência artificial generativa já avançou bastante nos últimos dois anos. Mas o que antes era uma pergunta sobre possibilidades agora virou um dado sobre realidade: a maioria absoluta dos profissionais acredita que GenAI pode ser aplicada ao trabalho em setores tradicionais da indústria e dos serviços regulados.

A pesquisa recente da Thomson Reuters revela que 89% dos entrevistados veem a IA generativa como aplicável ao seu contexto profissional. O dado é consistente em praticamente todos os segmentos avaliados, incluindo jurídico, fiscal, governamental e de risco. Isso mostra que a tecnologia está deixando o campo da experimentação e entrando nos fluxos produtivos com mais segurança, propósito e escala.

Profissionais do setor jurídico e tributário enxergam valor imediato

Em departamentos jurídicos, escritórios de advocacia e firmas de consultoria tributária, a taxa de adesão à ideia de aplicar GenAI chega a 89% ou mais. Isso sugere que esses profissionais reconhecem valor em soluções que aceleram pesquisa, auxiliam na construção de documentos, oferecem análises contextuais e contribuem para maior precisão no tratamento de grandes volumes de informação normativa.

Essas áreas, tradicionalmente conservadoras na adoção de tecnologia, estão sendo atraídas por modelos de linguagem treinados para trabalhar com textos complexos, referências cruzadas e estruturas argumentativas, exatamente o que define o trabalho jurídico e regulatório.

Áreas corporativas avançam com uso mais técnico e estratégico

Departamentos de risco, compliance, fiscal corporativo e jurídico interno também aparecem com altos índices de aplicabilidade, com destaque para a área de corporate tax (92%) e corporate legal (90%). Esses setores estão se beneficiando do uso de GenAI como apoio à tomada de decisão, análise de cenários, revisão de contratos e automatização de rotinas que antes exigiam mão de obra intensiva.

A curva de aprendizado ainda existe, mas está sendo acelerada por ferramentas mais acessíveis, plataformas com interfaces amigáveis e resultados mensuráveis. O retorno aparece na forma de tempo ganho, maior controle e previsibilidade operacional.

Setor público reconhece o potencial, mas ainda caminha com mais cautela

A área governamental é a que apresenta menor índice de concordância, mas ainda assim expressivo: 84% acreditam que GenAI pode ser aplicada ao trabalho público. O número revela um avanço importante, considerando os desafios históricos do setor com tecnologia, como orçamentos restritos, processos altamente regulados e culturas institucionais menos flexíveis.

Mesmo com esses obstáculos, o uso da IA em serviços públicos já começa a se consolidar em tarefas como análise de dados populacionais, atendimento automatizado, digitalização de processos e apoio a políticas públicas baseadas em evidência.

A mudança de percepção revela um ponto de virada na jornada da IA

O que os dados mostram é um consenso crescente: GenAI não é uma tecnologia genérica. Ela é adaptável, contextual e funcional. A aceitação majoritária em setores historicamente mais técnicos, regulados e jurídicos indica que estamos diante de um ponto de virada.

O foco agora está em como implementar com responsabilidade, garantir segurança jurídica, preservar a ética no uso e conectar a tecnologia a metas reais de negócio.

O desafio não é mais imaginar se GenAI pode ser usada. É decidir como e por onde começar

Os números são claros: a maioria dos profissionais enxerga utilidade prática para GenAI em seus setores. A dúvida deixou de ser técnica e passou a ser estratégica. O momento é de estruturar projetos, formar equipes, testar soluções em ambientes reais e acompanhar os impactos.

Para líderes, times e profissionais que desejam participar ativamente dessa transição, o primeiro passo é sair da análise hipotética e começar a aplicar com direção clara.

A pergunta que resta não é se GenAI funciona. É: o que está te impedindo de colocá-la em prática onde ela mais pode gerar valor?

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