A inteligência artificial generativa está se tornando um tema cada vez mais frequente nas decisões de negócio, e agora começa a influenciar também os critérios de contratação. Não se trata apenas de adotar a tecnologia, mas de preparar times para trabalhar com ela desde o primeiro dia.
A pesquisa divulgada pela Thomson Reuters mostra como as empresas estão tratando o conhecimento em GenAI nos processos seletivos atuais. Os dados revelam uma mudança relevante no que as organizações esperam de seus candidatos, tanto agora quanto nos próximos ciclos de contratação.

A habilidade com GenAI está deixando de ser diferencial e se tornando exigência
Em 2024, apenas 17% das empresas afirmavam que GenAI seria um requisito formal de contratação. Em 2025, esse número saltou para 24%. Ao mesmo tempo, caiu de 44% para 33% o número de empresas que tratam a habilidade como um diferencial, mas não uma exigência.
Esse movimento indica que GenAI está migrando da zona de interesse para a zona de expectativa. O mercado passa a buscar profissionais que não apenas conheçam a tecnologia, mas saibam aplicá-la no contexto real de trabalho. A demanda por fluência em IA cresce não só em áreas técnicas, mas também em setores jurídicos, fiscais, de risco e até no setor público.
Áreas fiscais são as que mais tratam GenAI como critério decisivo
Os dados revelam que firmas de contabilidade e departamentos de tax corporate lideram o movimento. Em empresas desse perfil, 33% e 40% respectivamente já tratam o conhecimento em GenAI como um requisito de contratação. Isso se explica pelo volume de dados operacionais e pela capacidade da IA de reduzir o tempo em tarefas como análise tributária, cruzamento de informações e geração de relatórios.
Essas áreas estão investindo em automação como forma de ampliar a capacidade analítica e reduzir riscos. Para isso, precisam de profissionais preparados para operar junto a algoritmos e interpretar suas saídas com segurança.
No setor público, a adoção ainda é tímida, mas tende a crescer
Entre os órgãos governamentais, apenas 8% tratam GenAI como requisito obrigatório, e mais da metade das instituições (52%) sequer têm planos de contratar novos talentos no curto prazo. Mesmo assim, já há 34% considerando GenAI como uma habilidade desejável.
O dado revela que, embora o setor público ainda avance com mais cautela, a compreensão de que a IA fará parte do cotidiano administrativo já está presente. Com políticas públicas mais voltadas à digitalização e capacitação técnica, esse número tende a crescer nos próximos ciclos.
A mudança de mentalidade começa antes do anúncio da vaga
Ao incluir GenAI como critério de contratação, as empresas sinalizam mais do que uma exigência técnica. Elas deixam claro que esperam um novo tipo de profissional: alguém capaz de colaborar com algoritmos, entender automações e contribuir para uma cultura orientada por dados.
Esse tipo de contratação exige um RH alinhado com a estratégia de inovação, uma área técnica disposta a formar talentos e líderes capazes de conectar tecnologia com resultado.
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