No cenário cada vez mais digital da saúde, uma pergunta simples revela muito sobre confiança, hábitos e expectativas: como os pacientes preferem compartilhar seu histórico médico? A resposta, como mostra o gráfico abaixo, mistura tradição, conveniência e tecnologia, e lança pistas importantes sobre os caminhos possíveis para inovação nos cuidados de saúde.

Crédito da imagem: CAPTERRA
Segundo a pesquisa da Capterra, 40% das pessoas ainda preferem contar seu histórico presencialmente a um enfermeiro ou médico. Em segundo lugar, com 32%, estão os formulários online, opção que alia praticidade a uma sensação crescente de controle sobre as próprias informações. O uso de assistentes virtuais com inteligência artificial já é a escolha de 20% dos entrevistados, um número nada desprezível para uma tecnologia ainda em expansão. E apenas 8% continuam optando pela tradicional ficha preenchida com caneta e papel na sala de espera.
Esse retrato revela algo crucial: a tecnologia está ganhando espaço, mas o contato humano ainda é altamente valorizado, sobretudo em um ambiente sensível como o da saúde. A confiança, aqui, pesa tanto quanto a eficiência.
Onde entra a inteligência artificial?
Os 20% que preferem interagir com assistentes virtuais mostram um novo perfil de paciente: mais familiarizado com tecnologia, mais interessado em agilidade e menos disposto a enfrentar processos burocráticos. Esse dado sinaliza que os recursos baseados em IA, como chatbots, pré-triagens automatizadas ou preenchimento de prontuário por voz, estão deixando de ser tendência para se tornarem realidade integrada ao atendimento.
No entanto, a adoção dessa tecnologia deve ser feita com atenção à experiência do usuário. Não basta automatizar. É preciso oferecer interações seguras, compreensíveis e empáticas. O futuro da saúde digital depende menos de avanços técnicos e mais de conexões inteligentes entre tecnologia e sensibilidade humana.
Uma saúde mais personalizada começa na escuta
Se o formulário online ganhou espaço e a IA já começa a disputar preferência, isso significa que os pacientes estão prontos para novos formatos de relacionamento, desde que sintam que suas histórias estão sendo ouvidas, respeitadas e bem cuidadas.
A personalização do cuidado começa antes mesmo da consulta: começa na forma como as pessoas compartilham sua história. E é aí que a inteligência artificial pode se tornar uma ponte, não um filtro, entre o paciente e o profissional.
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