Clientes querem que seus fornecedores usem IA generativa. Mas nem todos os setores estão prontos para isso

À medida que a IA generativa ganha espaço no ambiente corporativo, uma pergunta começa a ocupar o centro das discussões: os clientes estão confortáveis, e até exigindo, que seus fornecedores usem GenAI em seus serviços? A resposta, como mostra a imagem acima da Thomson Reuters (2025), é sim, especialmente nas áreas corporativas. Mas esse “sim” traz junto uma responsabilidade estratégica que não pode ser ignorada.

Um sinal verde direto dos clientes

Segundo os dados apresentados, 57% dos clientes em 2025 querem que seus fornecedores usem GenAI, um crescimento expressivo em relação aos 51% de 2024. Esse avanço sinaliza uma mudança clara de expectativa de mercado: o uso de inteligência artificial deixou de ser um diferencial e começa a se tornar uma demanda explícita.

No recorte por setor, o número salta para 77% no segmento de corporate tax e 59% no corporativo jurídico, evidenciando que clientes de áreas técnicas e estratégicas estão não só mais abertos ao uso de IA generativa, como esperam que ela esteja integrada nos serviços contratados.

Mas nem todos estão convencidos, ou preparados

Curiosamente, setores como governo e tribunais ainda mostram resistência significativa. Apenas 34% dos clientes de tribunais desejam que as firmas parceiras usem GenAI, e outros 34% disseram claramente que não querem. Já no setor governamental, o desejo é dividido entre 44% favoráveis e 22% contrários, com 34% ainda incertos.

Esses dados mostram que, embora a adoção esteja avançando, há uma necessidade urgente de educação de mercado e alinhamento regulatório, principalmente em áreas com forte presença de compliance, segurança e ética.

Oportunidade para reposicionamento estratégico

Para quem atua no setor privado, especialmente nas frentes corporativas e tributárias, os números são claros: não adotar GenAI pode custar competitividade e até contratos. E mais do que adotar por adotar, será necessário:

  • Demonstrar como a IA está sendo usada com segurança e governança
  • Mostrar o impacto nos resultados do cliente (precisão, agilidade, personalização)
  • Garantir que a implementação respeita diretrizes regulatórias e éticas

Como isso se conecta com nossa visão

Na nossa atuação em inteligência artificial, vemos esses dados como uma confirmação daquilo que já acompanhamos em campo: a decisão de adotar GenAI não é mais apenas interna, ela está sendo puxada pela ponta do cliente.

Isso exige um novo papel das empresas de tecnologia e serviços: não basta mais desenvolver soluções com IA generativa. É preciso ajudar o cliente a comunicar isso com transparência e mostrar valor em cada entrega.

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