No Web Summit 2025, um destaque notável para profissionais de IA foi a sessão apresentada por WPP, representada por seu Chief AI Officer, que apresentou uma visão estruturada das aplicações de IA além de tarefas básicas. A palestra explorou seis categorias-chave: automação simples, “brand brains”, “audience brains”, extração de insights, tomada de decisão complexa e agentes pessoais/autônomos.

A mensagem para desenvolvedores e engenheiros de IA foi clara: o foco não basta ser “usar IA”, mas sim construir nossos próprios agentes. Isso exige um conjunto ampliado de habilidades técnicas, organização de processos e integração forte com infraestrutura de dados e software.
Principais implicações para profissionais de IA
- Automação básica ainda conta: Mesmo tarefas repetitivas podem ser endereçadas com modelos simples — liberar humanos para trabalho criativo segue sendo relevante.
- Construção de agentes exige engenharia real: Por exemplo, em empresas como Vercel, um único engenheiro reduziu uma equipe de SDRs de 10 para 1 ao desenvolver um agente com 99,5% de precisão na desqualificação de leads. (dados extraídos)
- Integração humano + IA: Os agentes precisam estar no fluxo de trabalho humano, com supervisão, métricas de sentimento, logs de decisão, e “retraining” constante.
- Mudança no perfil esperado: O profissional de IA não é mais só quem treina modelos, mas sim quem define processos, documenta, versiona e integra agentes em produção.
Como aplicar isso no seu trabalho
- Estruture pipelines de agente: defina dados de entrada, lógica de decisão, interface de interação, logs de execução e retraining automático.
- Priorize documentação de processo: antes de codificar, entenda o fluxo humano, mapear cada ponto de decisão que o agente irá automatizar ou suportar.
- Adote monitoramento contínuo: métricas de eficácia do agente, falhas, lógica de fallback, logs e feedback humano devem estar integrados desde o primeiro dia.
- Pense no perfil futuro de habilidade: desenvolvedor + analista de fluxo + engenheiro de agente = nova tríade de competências que o mercado valoriza.
A engenharia de IA vai além de protótipos — o verdadeiro salto é em agentes prontos para produção, integrados a workflows corporativos. Para profissionais de IA, o convite é: deixe de construir “modelos” e comece a construir “sistemas de IA”.









