A inteligência artificial generativa vem ganhando espaço em várias áreas de negócio, mas uma pergunta essencial segue sem resposta em muitas empresas: quem está preparando os profissionais para trabalhar com essa tecnologia?
A imagem apresentada revela que, apesar do avanço da GenAI, a maioria das organizações ainda não oferece treinamento para que seus colaboradores saibam como usar a ferramenta com eficiência, responsabilidade e alinhamento estratégico. Essa desconexão entre adoção e capacitação pode comprometer o impacto da IA no longo prazo.

A oferta de treinamento cresceu em 2025, mas ainda está longe do ideal
O número de organizações que oferecem treinamento em GenAI cresceu de 19% em 2024 para 31% em 2025. Embora esse avanço seja positivo, ele ainda deixa claro que a maioria das empresas (64%) continua sem programas estruturados de capacitação.
Esse cenário é preocupante, especialmente porque o uso da IA exige mais do que saber clicar em um botão. É necessário compreender limitações, interpretar respostas, ajustar prompts e avaliar riscos técnicos, legais e éticos. Sem treinamento, o risco de uso ineficiente ou mal direcionado aumenta — e com ele, o desperdício de investimento.
Escritórios jurídicos lideram a capacitação, mas outros setores ainda patinam
Entre os segmentos avaliados, os escritórios jurídicos aparecem na frente: 40% já oferecem treinamento formal. Em seguida vêm os departamentos jurídicos internos e fiscais, com 41% e 32%, respectivamente. Essa priorização faz sentido, já que essas áreas lidam com informações sensíveis, linguagem técnica e processos que podem ser significativamente otimizados com o uso correto da IA.
Por outro lado, o setor público apresenta os índices mais baixos. Apenas 21% dos órgãos governamentais oferecem treinamentos em GenAI, enquanto 70% afirmam não ter nenhuma iniciativa ativa. Isso revela um descompasso preocupante entre a ambição digital do setor e sua capacidade de implementação segura e eficiente.
A falta de preparo interno pode limitar o potencial da GenAI
O gráfico também mostra que entre 56% e 72% das empresas em setores como contabilidade, auditoria e risco corporativo ainda não oferecem nenhum tipo de capacitação em GenAI. Isso indica que, mesmo em áreas onde a IA já está sendo aplicada, há um gargalo significativo no desenvolvimento das equipes.
Sem preparo, a IA corre o risco de virar mais uma tecnologia subutilizada. O verdadeiro impacto da GenAI só acontece quando as pessoas que a utilizam entendem como aplicá-la de forma produtiva, ética e integrada aos objetivos do negócio.
A capacitação precisa acompanhar a velocidade da adoção
A adoção de GenAI avança rápido, mas o preparo dos times ainda está em ritmo lento. O risco dessa assimetria é claro: decisões mal informadas, baixa confiança nos resultados da IA e adoções que não geram impacto real. Para mudar esse cenário, é necessário tratar treinamento como investimento estratégico, não como etapa opcional.
Organizações que colocam capacitação no centro da estratégia de GenAI conseguem extrair mais valor, reduzir riscos e acelerar a integração da tecnologia aos fluxos de trabalho. O que se aprende antes de usar define o que se colhe depois da adoção.
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