O mercado de inteligência artificial generativa está passando por mudanças rápidas, e a competição entre os principais modelos de linguagem reflete muito mais do que preferência tecnológica. Ela mostra onde as empresas estão colocando confiança, quais soluções escalam com mais eficácia e onde há espaço para novos entrantes surpreenderem.
O gráfico da pesquisa Artificial Analysis AI Adoption Survey H1 2025 revela quem está ganhando terreno e quem perdeu fôlego no último ano. E os dados não são apenas sobre performance de modelo, mas sobre percepção de valor, aplicabilidade e estratégia de adoção.

OpenAI mantém a liderança com estabilidade e profundidade de uso
Com 84% de uso ou intenção de uso declarada em 2025, o ecossistema da OpenAI (família GPT/o) segue como referência. A variação de apenas um ponto percentual em relação a 2024 sugere estabilidade no topo, reflexo de forte integração com ferramentas populares, robustez da API e confiança consolidada no ambiente corporativo.
A liderança da OpenAI também aponta para um amadurecimento do mercado: menos hype, mais avaliação de resultado. A base segue firme porque entrega valor prático, mesmo com a concorrência investindo pesado em inovação.
Google e DeepSeek disparam como os grandes destaques do ano
A verdadeira surpresa da pesquisa vem da evolução de Google Gemini e DeepSeek. O modelo do Google saltou de 31% para 80% em apenas um ano, um crescimento de 49 pontos percentuais. Já a DeepSeek, que não aparecia entre os nomes mais relevantes em 2024, conquistou 53% de intenção ou uso em 2025.
Ambos se destacam por oferecer experiências de uso mais customizáveis, velocidade de resposta competitiva e integração eficiente com ambientes empresariais e ferramentas de produtividade. A alta demanda mostra que o mercado está aberto a novos protagonistas, desde que ofereçam inovação aliada à facilidade de adoção.
Mistral e Meta Llama recuam em preferência e levantam alerta
Se alguns modelos cresceram, outros perderam espaço. A Meta Llama, que figurava com 49% no ano anterior, caiu para 43%, uma redução de 6 pontos. Mais acentuado ainda foi o recuo da Mistral, que caiu 15 pontos percentuais, caindo de 37% para 22%.
Essas quedas podem refletir dificuldades de escalabilidade, falta de diferenciação percebida pelo usuário ou ausência de integração competitiva com fluxos já estabelecidos. O cenário mostra que, nesse momento do mercado, não basta ter um bom modelo. É preciso gerar ecossistema, entregar suporte e posicionar claramente o diferencial.
Novas apostas ganham espaço e indicam o dinamismo do ecossistema
Além dos líderes tradicionais, outras famílias de LLMs conquistaram espaço significativo. xAI Grok aparece com 31%, Alibaba Qwen com 25% e Perplexity Sonar com 21%. Esses modelos representam a entrada de novas estratégias: modelos mais leves, especializados, de rápido deploy e com custo competitivo.
A diversidade crescente aponta para um mercado mais descentralizado e maduro. Empresas estão mais criteriosas e dispostas a testar o que melhor se adapta ao seu contexto. Essa abertura impulsiona inovação e pressiona os líderes a evoluírem constantemente.
A escolha de modelo não é só técnica. É uma decisão de produto, cultura e posicionamento
O estudo evidencia que, mais do que performance em benchmarks, o sucesso de um modelo de linguagem depende de como ele se encaixa na jornada do usuário, na estratégia de produto e nos valores da empresa. O líder em adoção é aquele que entrega contexto, suporte, segurança e clareza de propósito.
Para quem desenvolve com IA ou toma decisões de adoção em escala, os dados de 2025 são mais do que um termômetro de mercado. Eles são um sinal para refletir: seu modelo de linguagem atual está alinhado com o que seu negócio precisa para crescer?
Talvez a resposta não esteja apenas em mudar o modelo, mas em mudar a forma como você avalia o impacto real da IA no seu processo.
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