Muito se discute sobre o impacto da inteligência artificial generativa no futuro do trabalho, mas os profissionais já têm uma resposta prática sobre onde ela faz a diferença hoje. Uma pesquisa recente apontou os cinco principais aspectos em que a GenAI é vista como mais eficaz no dia a dia das equipes, e os resultados revelam mais do que uma tendência tecnológica: mostram uma mudança na forma de trabalhar.
A leitura dos dados ajuda a entender como a IA está sendo usada de forma estratégica para ampliar capacidades humanas, aumentar velocidade e liberar tempo para tarefas que exigem mais pensamento crítico.

Produtividade lidera com folga como principal valor percebido
Com 52% das respostas, produtividade aparece como o aspecto mais citado quando se fala em eficácia da IA generativa. Isso reflete um uso focado em agilidade operacional, redução de tarefas repetitivas e maior fluidez na execução de entregas.
Ferramentas baseadas em GenAI têm sido aplicadas em redação de textos, rascunho de e-mails, produção de apresentações, análise de documentos e até automação de respostas, tudo isso liberando tempo das equipes para focar no que realmente importa.
O resultado é uma combinação entre velocidade e volume, permitindo que as equipes entreguem mais, com menos esforço manual.
Inovação e criatividade mostram que GenAI está além do operacional
Com 37% cada, os itens inovação e criatividade aparecem empatados como segundo e terceiro aspectos mais valorizados. Isso indica que a IA não está apenas otimizando tarefas rotineiras, mas também atuando como um catalisador de novas ideias.
Seja na geração de conceitos, no brainstorming de campanhas ou no desenvolvimento de soluções, a IA está sendo usada como um “copiloto criativo”, capaz de acelerar processos mentais e oferecer perspectivas alternativas que inspiram novas abordagens.
Esse uso reforça o papel da GenAI como ferramenta complementar, e não substitutiva, da inteligência humana, atuando em parceria para desbloquear potencial criativo com mais consistência e menos bloqueios.
Análise e resumo de dados ganham espaço como aplicações práticas
Com 30% das menções, análise e resumo de dados ocupam a quarta posição na lista. Isso mostra o avanço da GenAI em atividades que exigem leitura rápida de conteúdo, organização de informações e extração de insights.
Profissionais que lidam com relatórios longos, contratos, pesquisas ou dashboards estão recorrendo à IA para interpretar grandes volumes de dados em menos tempo, com apoio visual e textual.
O crescimento dessa aplicação abre caminho para um uso mais estratégico da IA em processos de tomada de decisão, curadoria de conhecimento e apoio técnico a áreas de negócio.
Organização de tarefas fecha o ranking com potencial de crescimento
Por fim, 24% dos respondentes apontaram a organização de tarefas como área em que a GenAI já mostra resultados. Embora ocupe a quinta posição, esse item tem alto potencial de crescimento à medida que novas soluções de assistentes autônomos, gestão de tempo e automações personalizadas ganham espaço.
A IA já começa a ser usada para priorização de tarefas, organização de cronogramas, sugestões de alocação de tempo e lembretes automatizados. Em um cenário de sobrecarga digital, esse apoio será cada vez mais relevante para a produtividade e o bem-estar dos profissionais.
O desafio agora é transformar eficácia percebida em impacto consistente
Os dados mostram que a GenAI está sendo bem recebida, principalmente quando aplicada a tarefas com retorno visível. Mas o uso eficaz da IA não pode depender apenas da ferramenta. Ele precisa de contexto, propósito e integração com os fluxos reais de trabalho.
Organizações que tratam GenAI como um aliado estratégico, e não como um recurso isolado, têm mais chances de gerar impacto contínuo, com resultados percebidos tanto pelas equipes quanto pela liderança.
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