Com que frequência sua equipe usa GenAI? Os dados mostram que isso já virou hábito em muitos setores

A adoção da inteligência artificial generativa não está apenas crescendo, ela está se consolidando no cotidiano das organizações. O gráfico revela com que frequência os usuários atuais de GenAI interagem com essas ferramentas, mostrando padrões distintos de uso por setor.

Muito além da adesão inicial, entender a frequência de uso é fundamental para avaliar maturidade tecnológica, impacto real e integração da IA aos fluxos de trabalho. O dado mais relevante não é apenas quem está usando, mas quem já incorporou GenAI como parte da rotina.

A maioria dos usuários já utiliza GenAI semanalmente ou mais

No consolidado total, 72% dos usuários afirmam usar GenAI ao menos semanalmente. Esse número inclui 19% que usam múltiplas vezes ao dia e 23% com uso diário. A maior parte do restante afirma utilizar com frequência semanal ou mensal.

Esses dados reforçam que GenAI está superando a fase de experimentação e se tornando ferramenta recorrente. A regularidade no uso mostra que as organizações estão encontrando aplicações úteis, recorrentes e integradas à operação, seja para gerar conteúdo, analisar documentos, apoiar decisões ou acelerar tarefas repetitivas.

Escritórios de contabilidade e risco lideram em intensidade de uso

No setor de auditoria e contabilidade, 21% dos usuários afirmam usar GenAI múltiplas vezes ao dia, e 23% relatam uso diário. Isso indica que essas áreas estão colhendo ganhos diretos de eficiência, especialmente em atividades como revisão de relatórios, interpretação de dados e apoio à conformidade.

Já o setor de risco corporativo mostra o maior percentual de uso semanal entre os segmentos analisados, com 33%. A GenAI é aplicada na análise de cenários, geração de alertas e automação de processos de monitoramento.

Essa intensidade sugere que quanto mais orientado por dados for o trabalho, mais rapidamente a IA se encaixa como assistente útil e escalável.

Áreas jurídicas e tributárias seguem em curva de normalização

Departamentos jurídicos e fiscais apresentam padrões de uso equilibrados, com destaque para uso semanal e mensal. O uso diário é mais comum entre os jurídicos internos, enquanto firmas tributárias têm maior índice de planejamento de uso diário a médio prazo.

Isso sinaliza que a familiaridade está crescendo, mas ainda existem desafios relacionados à personalização dos modelos, integração com bases internas e amadurecimento da governança sobre a tecnologia.

Essas áreas são altamente reguladas e trabalham com dados sensíveis, o que exige mais cautela antes de ampliar a frequência de uso. Mas os números já indicam avanço consistente.

O setor público ainda opera em ritmo mais conservador

Entre os usuários do governo, 23% já usam GenAI várias vezes por dia, o que surpreende positivamente. No entanto, o índice de uso diário ainda é o menor entre os setores analisados (18%), e 28% usam semanalmente.

Além disso, 28% afirmam não ter certeza sobre a frequência de uso. Isso pode indicar lacunas de visibilidade interna, projetos isolados em áreas específicas ou falta de métricas consolidadas sobre uso ativo.

Esse cenário reforça a necessidade de políticas públicas que incentivem o uso consciente da IA, com foco em inclusão digital, eficiência administrativa e melhor serviço ao cidadão.

Frequência de uso é reflexo direto de valor percebido

O dado mais estratégico da pesquisa é que a frequência de uso acompanha a percepção de utilidade. Quanto mais integrada à rotina está a GenAI, mais valor ela entrega, e mais natural se torna seu uso.

Por isso, a frequência com que uma equipe usa GenAI pode ser usada como termômetro de maturidade digital, engajamento e clareza estratégica.

O desafio não está apenas em adotar a tecnologia. Está em usá-la com regularidade, propósito e foco em impacto real.

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